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Álcool em dose moderada reduz chance de desenvolvimento de Alzheimer

Belo Horizonte, 13 de Fevereiro de 2002 (Bibliomed). Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Erasmo de Rotterdam, na Holanda, publicado na última edição da revista médica britânica The Lancet, aponta que a ingestão moderada de bebidas alcoólicas pode reduzir em quase 50% as chances de desenvolvimento do Mal de Alzheimer e outros tipos de demência.

Os dados da pesquisa não consideram os benefícios apenas do vinho tinto, que segundo estudos previne algumas doenças cardíacas, mas atestam que a ingestão de outros tipos de bebida alcoólica garante o mesmo efeito contra o Alzheimer.

Durante seis anos, os especialistas acompanharam cerca de 5,4 mil pessoas com idades a partir de 55 anos. Nenhuma delas apresentava qualquer sintoma de demência. Para os pesquisadores, o consumo moderado é o de uma a três doses diárias. Entre as bebidas citadas estão, além do vinho, as destiladas e a cerveja.

Durante o estudo, os pesquisadores acompanharam o quadro geral de saúde dos participantes e identificaram os hábitos relativos à ingestão de bebidas alcoólicas. Quem consumia algum tipo de álcool respondeu a um questionário sobre a freqüência da ingestão, dando detalhes sobre o consumo de bebidas específicas como o vinho, a cerveja, os destilados e os vinhos licorosos.

Os grupos de estudo foram divididos pela quantidade de bebida ingerida. Após seis anos – o estudo terminou em 1999 –, os especialistas constataram que 197 pessoas desenvolveram o Mal de Alzheimer ou algum outro tipo de demência.

No entanto, os que consumiam de uma a três doses diárias de álcool reduziram as chances de desenvolvimento da doença em 42% em comparação com os participantes que não bebiam. Os participantes que beberam mais de uma vez por semana reduziram o risco em 25%. Quem ingeriu menos de um copo por semana reduziu o risco em 18% em relação aos que não ingeriram nenhuma dose.

A pesquisa também acompanhou pessoas que bebiam mais de quatro doses de bebida alcoólica por dia. Nestas, a chance de desenvolvimento da demência causada pelo bloqueio ou estreitamento dos vasos sangüíneos foi uma vez e meia maior do que a observada em quem não bebeu. Estes voluntários também apresentaram maior propensão a desenvolver o Mal de Alzheimer.

Os pesquisadores acreditam que há duas hipóteses para explicar os efeitos benéficos das bebidas contra o Mal de Alzheimer. Uma delas seria a de que as propriedades do etanol de diluir o sangue e baixar o colesterol evitariam a demência.

A outra seria a de que os baixos níveis de álcool estimulariam a liberação da substância acetilcolina, que facilitaria o aprendizado e a memória. A coordenadora da pesquisa, Monique Breteler, confirma que o estudo percebeu uma relação estreita entre o álcool e as pessoas com susceptibilidade geneticamente determinada de desenvolver o Alzheimer.

Ao contrário da ingestão moderada, os especialistas alertam que o consumo do excesso de álcool prejudica o fígado e o cérebro, contribuindo para o desenvolvimento das demências.

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