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Botsuana, na África, pede ajuda ao Brasil para controlar epidemia de Aids

Belo Horizonte, 02 de Janeiro de 2002 (Bibliomed). O reconhecimento pela Organização das Nações Unidas (ONU), em meados de 2001, da política de combate ao vírus HIV implantada pelo governo brasileiro, com a distribuição sistemática de anti-retrovirais na rede pública, vem surtindo efeitos até os dias de hoje. O governo de Botsuana, na África, quer o apoio do Brasil para enfrentar a epidemia de Aids.

Os dois países negociam a assinatura de um acordo de cooperação para formação de profissionais e transferência de tecnologia para a produção de anti-retrovirais, medicamentos que compõem os chamados coquetéis contra a Aids.

O interesse do país africano foi formalizado em reunião com o embaixador de Botsuana, Kogsi Seepatati, e representantes do Ministério da Saúde, entre eles o secretário de Assuntos Internacionais, José Marcos Viana, e o coordenador-adjunto de DST/Aids, Raldo Bonifácio.

Até o momento, o Brasil assinou convênios de cooperação com quatro países africanos: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e São Tomé. Curiosamente, os quatro utilizam o português como língua pátria. Outros seis países africanos mostraram interesse em fazer intercâmbio com o governo brasileiro – Cabo Verde, Namíbia, Zimbabwe, África do Sul, Quênia e Nigéria.

A distribuição de anti-retrovirais pela rede pública de saúde foi implantada pelo Brasil há 5 anos. Foi considerada pela ONU modelo no mundo a ser adotado em outros países em desenvolvimento. O grande obstáculo, porém, são os custos dos tratamentos.

Os remédios ainda chegam para os governos a um valor muito elevado. Atualmente, o governo brasileiro distribui 16 diferentes medicamentos que podem ser utilizados em combinação para formar o chamado coquetel.

Em todo o mundo, há cerca de 40 milhões de pessoas infectadas pelo HIV. A África Subsaariana possui aproximadamente 28,1 milhões, o que representa ¾ do total de casos. Cerca de um terço das pessoas que vivem com o HIV tem entre 15 e 24 anos de idade e a maioria não sabe que é portadora do vírus.

A Aids é hoje a principal causa de morte na África Subsaariana e a quarta no resto do mundo. No Brasil, existem cerca de 150 mil pessoas contaminadas, o que representa 0,5% da população brasileira.

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