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Unicamp chega ao milésimo transplante renal

Belo Horizonte, 12 de Dezembro de 2001 (Bibliomed). O Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizou, no fim do mês passado, o seu milésimo transplante renal. O HC de Campinas é considerado atualmente um centro de referência nacional em transplante renal.

A unidade é responsável por um índice significativo de cirurgias feitas a partir de um doador morto. Apenas este ano, das 98 intervenções realizadas no HC, cerca de 63% foram feitas a partir de órgãos de paciente que tiveram morte cerebral. A universidade também realiza transplantes com doadores relacionados, ou seja, com laços de parentesco com o paciente.

Apesar de ocupar um lugar de destaque no ranking dos hospitais que fazem transplantes renais, o HC trabalha hoje acima de sua capacidade. Nos últimos quatro anos, a média do centro de Nefrologia foi de 70% de doadores mortos, enquanto a média nacional é de apenas 42%. A Unicamp começou a realizar os transplantes renais em 1984. Atualmente, no entanto, o hospital não tem condições de ampliar seu atendimento.

Nos últimos meses, a unidade está passando por reformas. Um novo núcleo pós-operatório está em construção, com término previsto para três meses. A Unicamp é, hoje, um dos cinco centros hospitalares brasileiros em número de transplantes.

A universidade apresenta resultados tão expressivos quanto os registrados em São Paulo, pelo Hospital do Rim, pelo Hospital das Clínicas de São Paulo e pelo Hospital da Escola Paulista de Medicina; além de Porto Alegre, pela Santa Casa. Os centros hospitalares têm autorização mundial para desenvolver estudos no ramo da Nefrologia, pesquisando tratamentos para os pacientes transplantados.

O Brasil é, atualmente, o segundo país em número de transplantes renais, perdendo apenas para os Estados Unidos. As cirurgias são custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que paga cerca de R$ 25 mil por transplante.

A lista de espera por um rim, apenas na Unicamp, é de quase dois mil pacientes. Cerca de 25% deles estão prontos para receber o novo órgão e aguardam apenas um doador. Em cerca de 90% dos transplantes, a intervenção é um sucesso. O índice se compara ao de países desenvolvidos.

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