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Cresce o número de suicídios e governo cria serviço nacional de apoio

Belo Horizonte, 10 de Outubro de 2001 (Bibliomed). O governo federal anunciou no fim do mês passado que vai criar um serviço nacional gratuito de apoio, para tentar diminuir o número crescente de suicídios na maioria dos estados brasileiros.

O serviço será possível a partir de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Centro de Valorização da Vida (CVV) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Quem fez o anúncio foi a Assessoria Técnica de Trauma e Violência do Ministério, durante o seminário “Epidemia da Violência: Informação para a ação”, organizado pelo Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser) e o governo do Rio de Janeiro.

O Ministério constatou que o número de suicídios tem aumentado, o que exige uma duplicação dos postos de atendimento do CVV. A previsão é deixar disponível, a partir do fim do ano, um número telefônico de prefixo 0300, para permitir o acesso gratuito a pessoas de todas as regiões do País. O último dado sobre o assunto é de 1997.

Segundo o Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto de Medicina Legal da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 1997, foram registrados 6.920 suicídios no Brasil.

Estimativas apontam que o suicídio possa ser a oitava causa de morte entre os jovens com idades entre 15 e 29 anos. Os registros apontam um crescimento expressivo de casos de 1980 a 1997. Uma das dificuldades em lidar com o tema, no entanto, é a falta de números, estudos e pesquisas sobre o assunto.

Um dos poucos trabalhos sobre suicídio feito no Rio de Janeiro mostrou que dois terços dos 373 casos de intoxicação por chumbinho ocorridos em 1997 foram tentativas de suicídio.

Os pesquisadores do assunto acreditam que pelo menos um terço dos casos de tentativa de suicídio sejam registrados como intoxicação, quedas ou atropelamentos.

Nos Estados Unidos, estudos apontam que cerca de metade dos adolescentes pensaram alguma vez em suicídio. Pelo menos 15% deles tentaram se matar alguma vez na vida. Quem estuda o assunto também alerta: o suicida não é alguém que quer morrer, mas uma pessoa que está pedindo ajuda.

Outro problema grave é que o suicida fica marcado pelo julgamento social e da família. Muitos o vêem como uma pessoa que não tem coragem de viver. Estudos revelam que, antes de cometer suicídio, a pessoa já tenha tentado se matar em cinco tentativas frustradas.

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