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Mulheres já têm anticoncepcional sob medida

Belo Horizonte, 03 de Outubro de 2001 (Bibliomed). Novos métodos contraceptivos podem ajudar as mulheres a conviver melhor com problemas como tensão pré-menstrual, cólicas, inchaço, sangramentos irregulares e até mesmo suspender a menstruação.

A mais recente novidade entre os anticoncepcionais é o Implanon, minicápsulas flexíveis do tamanho de um palito de fósforo, que são colocadas na parte interna de um dos braços e duram três anos. Elas liberam hormônio que inibe a ovulação e diminui ou suspende a menstruação. O anticoncepcional e seu implante, que só pode ser feito por um ginecologista, custam cerca de R$ 800.

O Implanon é o primeiro implante industrializado a ser vendido no Brasil. Há outros dois, a Elcometrina e o Gestrinona, inventados e vendidos pelo Dr. Elsimar Coutinho, ginecologista conhecido por defender o “fim” da menstruação. Além de contraceptivos, eles ajudam no tratamento da endometriose. Custam de R$ 700 a R$ 1,4 mil e duram de seis meses a um ano.

A principal queixa dos implantes diz respeito à irregularidade menstrual nos primeiros meses de uso. As mulheres ficam inseguras, sem saber se a falta de menstruação é motivada pelo remédio ou por uma gravidez.

Segundo Francisco Siervo Neto, diretor médico do laboratório Organon, fabricante do Implanon, metade das mulheres pára de menstruar. Outras 30% têm irregularidades no ciclo, com intervalos maiores, enquanto 20% têm sangramento normal.

O diretor garante que o implante é seguro e ainda combate cólicas e TPM. Já 30% das mulheres que usam o Gestrinona reclamam de oleosidade na pele nos três primeiros meses. Estima-se que 10 mil mulheres usam implantes no Brasil.

O DIU Mirena, da Schering, é outro novo método contraceptivo. O dispositivo libera hormônio em pequenas doses apenas no útero e também suspende a menstruação em 30% das usuárias após dois anos. O DIU tradicional, de cobre, na maioria das vezes, aumenta o sangramento, além de provocar cólicas. Custa de R$ 700 a R$ 800 e dura aproximadamente cinco anos.

Para quem prefere a pílula, mas sofre de gastrite, tonturas ou enjôos, existe um comprimido vaginal, fabricado pela Biolab Sanus. A vantagem é que a droga não circula pelo estômago e fígado. Chamada Lovelle, a pílula não pode ser usada quando a mulher está com infecção vaginal.

A injeção anticoncepcional pode ser uma alternativa para as mulheres que costumam se esquecer de tomar a pílula. Contém os mesmos hormônios existentes nas pílulas e tem durabilidade que pode ser de um ou três meses. Custa em média R$ 15,00.

No início deste ano, foi lançada a pílula sem estrogênio, Cerazette, que pode ser usada na amamentação, com índice de falha igual ao das pílulas combinadas. Nenhum desses métodos, porém, dispensa o uso de preservativos, para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e Aids.

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