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Notícias de saúde

Prato feito é mais saudável que self-service

Belo Horizonte, 06 de Setembro de 2001 (Bibliomed). Opções variadas de saladas e carnes, arroz e feijão. A lógica dos serviços de self-service de oferecer à população comida mais rápida, barata e menos gordurosa do que as que são consumidas nos fast-foods acaba de ser colocada em xeque. A nutricionista paulista, Edeli Simioni de Abreu, da Faculdade de Saúde Pública de São Paulo é a responsável pela desmitificação. Em seu estudo, defendido recentemente no curso de mestrado, ela analisou os hábitos alimentares das pessoas que freqüentam esses restaurantes.

O que ela descobriu é que as pessoas acabam comendo mais do que o necessário e fazem pratos com alto teor de gordura. Os dados foram coletados durante 30 dias em 20 restaurantes nas proximidades da avenida Paulista.

Ela levantou informações sobre o número de calorias e os ingredientes de cada refeição. Em média, cada pessoa pesquisada come 454 gramas com um teor de gordura de 17 a 21 gramas acima do aconselhável. Enquanto se recomenda que o número de calorias de um almoço não ultrapasse as 900 calorias, ela encontrou valores calóricos de 1430 calorias.

Segundo a pesquisadora, o alto teor de gordura nem sempre é do desejo do consumidor, que coloca no prato alimentos que aparentemente não são muito gordurosos. Mas alguns restaurantes utilizam gorduras em molhos para aumentar o peso das refeições.

Ao comer nos self-services, a nutricionista recomenda a opção de grelhados, saladas e um pãozinho, ou um pouco de macarrão sem molho. As gigantescas sobremesas devem ser evitadas.

A doutora Edeli diz que o antigo e valoroso prato feito, ou PF, como também é conhecido, é melhor. Nele está tudo equilibrado com arroz, feijão, carne e salada.

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