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Hanseníase avança na Angola

Belo Horizonte, 07 de Agosto de 2001 (Bibliomed). O governo da Angola deve lançar nos próximos meses uma campanha de combate à hanseníase, doença que já foi conhecida também como lepra. Segundo um estudo divulgado no fim de Julho pelo Serviço de Saúde Pública, há 3,8 mil – dos 12 milhões de habitantes angolanos – com a doença.

Cerca de 2,3 mil destes casos foram registrados este ano. A proliferação da hanseníase é atribuída à falta de programas nacionais de prevenção e tratamento da doença e à degradação dos serviços de saúde após 26 anos de guerra civil.

O estudo do Serviço de Saúde Pública revelou ainda que o deslocamento forçado de populações que fogem dos conflitos entre tropas regulares e rebeldes facilita a propagação da doença. Muitos pacientes estão praticamente isolados em algumas áreas do país, já que não há segurança suficiente para a visita das equipes de assistência.

A hanseníase é uma doença transmissível, causada pelo Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, que ataca os nervos periféricos e a pele. O nome lepra, usado até 1976 no Brasil, teve origem no grego e significa “escamoso”, uma referência ao aspecto dos efeitos da doença na pele. O bacilo pode afetar também a mucosa nasal e órgãos como o fígado, o baço, os testículos e os olhos.

A hanseníase se caracteriza por manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, bem delimitadas e sempre insensíveis ao calor, à dor e ao tato. A doença é transmitida pelas vias respiratórias, apenas em pacientes que ainda não começaram o tratamento.

A doença tem cura e é tratada com medicamentos que matam o bacilo. Se o tratamento for iniciado tardiamente ou se ocorrer de forma inadequada – com a interrupção dos medicamentos, por exemplo – o paciente pode apresentar como seqüelas pequenas deformidades, adquiridas nas áreas em que não há sensibilidade.

No Brasil, o tratamento da doença é feito gratuitamente em centros de saúde, inclusive com distribuição de medicamentos. Imediatamente após o início do uso dos remédios, o paciente deixa de ser um transmissor da hanseníase, o que permite que ele mantenha sua rotina diária.

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