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Notícias de saúde

Sivam lança Intranet para reunir dados de saúde

São Paulo, 31 de Maio de 2001 (eHealthLA). A Comissão para Coordenação do Projeto Sistema de Vigilância da Amazônia (CCSIVAM) está apostando na integração de informações sobre saúde, colocando à disposição da sociedade os seus instrumentais técnicos de informática e telecomunicações.

O Sivam, segundo sua assessoria de comunicação, “tem como objetivo (na área de saúde da Amazônia) estruturar uma rede de contatos interinstitucionais que, respeitando a tradição e a especificidade de cada instituição, seja capaz de criar um espaço de troca e fusão de informações necessárias à compreensão das relações entre saúde e meio ambiente amazônico”.

Para este fim, está sendo criada uma Intranet, que estará operacional em dezembro de 2002, e que reunirá os dados de diversas instituições de saúde, acrescidos das informações meteorológicas obtidas pelos satélites do próprio Sivam, permitindo o fomento à pesquisa e a prática da telemedicina.

O Seminário ‘Ações de Saúde na Amazônia’, que está sendo realizado no Rio de Janeiro, na Escola Superior de Guerra (ESG) nestes dias 29, 30 e 31 de maio, é uma das primeiras realizações de grande porte que visa esta integração.

A idéia é reunir entidades de saúde que atuam na região para discutir suas ações e o destino de investimentos na área de saúde da Amazônia brasileira.

“Nosso objetivo é formar um time de pesquisadores que pensem a saúde na Amazônia”, afirma o Dr. Armando Borguerth, assessor de saúde do SIVAM, em entrevista exclusiva para esta reportagem.

Conforme o Dr. Armando, cinco instituições de peso já aderiram ao convênio: a FIOCRUZ (Fundação Instituto Osvaldo Cruz), a Fundação de Medicina Tropical da Amazônia, o Centro de Medicina Tropical de Rondônia, a Fundação Nacional de Saúde, através do seu Centro de Primatas, e o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Mato Grosso.

O Instituto Vital Brasil, do Rio de Janeiro, está em negociações para assinar o convênio, assim como o Instituto de Biologia do Exército.

Os próximos que devem fazer parte do acordo são o Instituto Butantã, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Instituto Adolfo Lutz, que estão sendo procurados pelo Sivam para também disponibilizarem suas informações de saúde nesta Intranet, podendo passar a partilhar dados com todos que fizerem parte da rede.

Ações do Exército e da Marinha na Saúde da Amazônia

Segundo o Dr. Armando, as ações de saúde do exército brasileiro, na Amazônia, são muitas e de grande importância.

Ele citou a palestra "Navios de Assistência Hospitalar na Amazônia", proferida pelo Almirante Dr. Carlos Edson, que falou no último dia 29 para as 127 pessoas (pesquisadores biomédicos, sanitaristas, médicos, enfermeiros, farmacêuticos) presentes no Seminário.

O Almirante expôs o trabalho dos Navios Hospitais, que atendem a uma população de 180 mil pessoas na Amazônia, ao longo dos rios que cortam a floresta.

A Marinha, que há 150 anos trabalha com saúde na Amazônia, dispõe de 3 navios deste tipo, responsáveis pela prevenção de câncer de mama, do câncer de colo de útero, opera cirurgias de catarata, pratica clínica geral, faz vacinação, entre outras atividades.

O custo, por paciente, deste tipo de atendimento, é de R$ 48,00 e esta verba é destinada pelo Ministério da Saúde, que atua em colaboração com o Ministério da Defesa.

“A atuação do Exército e da Marinha em ações de saúde na Amazônia é o único meio viável de atender a esta população, dispersa e em áreas de difícil acesso”, defende o Dr. Armando.

Outra palestra ocorrida no dia 29 foi proferida pelo General Médico Dino Abreu e tratou do tema "Biossegurança na Amazônia". A questão da Biossegurança, explicou o Dr. Armando, é de suma importância para a saúde brasileira, pois trata da proliferação de viroses. Existem cerca de 160 viroses provenientes da Amazônia, algumas delas fatais.

Distinguir quais são e definir estratégias de vacinação faz parte das iniciativas do Ministério da Saúde, que conta com o Exército e a Marinha para aplicar as vacinas na população amazonense, evitando que estes vírus proliferem e se espalhem pelo resto do território brasileiro.

A Fiocruz (Fundação Instituto Oswaldo Cruz), o Instituto Evandro Chagas e a Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (representando o ministério da Saúde) estarão apresentando a visão prospectiva para a saúde na região amazônica.

As apresentações do Sivam no seminário, explica a assessoria de imprensa do órgão, serão direcionadas para as ações de telesaúde, que fará levantamentos e estudos para que a rede de comunicações do Sistema de Vigilância da Amazônia possa ser utilizada, também, em proveito das ações de saúde na Amazônia.

Essas ações buscam operacionalizar suporte ao diagnóstico e o aconselhamento médico à distância com acesso imediato a hospitais de referência.

“Quando um destes navios-hospitais encostar-se a alguma região no coração da Amazônia e atender a uma criança com diagnóstico desconhecido, será possível enviar, com este sistema, o raio-X do pulmão do paciente para um hospital no Rio de Janeiro, que instruirá o médico da Marinha a prestar o atendimento adequado”, exemplifica o Dr. Armando, que falou com esta reportagem por telefone.

“Este será um ganho significativo para a saúde na região Amazônica, conectando pontos remotos aos mais avançados hospitais do país, transmitindo imagens radiológicas digitais e demais exames que requeiram a atuação dos especialistas nas mais diversas áreas da saúde”, explica a assessora de imprensa, Daisy Meireles, em seu comunicado.

Serão discutidas ainda, neste Seminário, as aplicações do sensoriamento remoto e do sistema de informações geográficas no Projeto Sivam.

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