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Aprovação de lei aumenta a polêmica sobre direito à cirurgia reparadora

São Paulo, 22 de Maio de 2001 (eHealthLA). Com a recente aprovação da lei que exige dos planos de saúde cobertura para cirurgia reparadora de mama, especialistas do setor pretendem mobilizar entidades de classe para estender o benefício a vítimas de câncer e de acidentes.

"Não podemos classificar como cirurgia estética a reparação de um problema que exclui a pessoa da sociedade ou até coloca em risco seu avanço profissional", enfatiza o cirurgião Juarez Moraes Avelar, especialistas em reconstituição de orelha e cirurgia plástica.

O próprio médico está iniciando um trabalho junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para divulgar a diferenciação entre cirurgia estética e reparadora.

"Com este trabalho, pretendemos sensibilizar as entidades de classe para a gravidade da questão e estender a cobertura dos planos de saúde para pessoas que necessitam de outros tipos de cirurgias reparadoras", explica o Dr. Avelar.

Como diferenciar

Segundo o especialista, a restauração da mama, assim como outras mutilações sofridas por pacientes que tenham doenças como câncer ou diversos acidentes domésticos/trabalho/trânsito, não se trata de uma cirurgia plástica estética.

A reconstrução do órgão mutilado tem a responsabilidade de devolver ao paciente a melhora em seu convívio social e profissional, além de recuperar-lhe o equilíbrio psicológico.

“Tal procedimento trata-se de cirurgia plástica reparadora, com finalidade clínica e não estética, já que contribui de maneira decisiva para a reintegração do indivíduo que sofre inúmeras discriminações em virtude de sua anomalia”, defende.

Segundo levantamento feito pelo cirurgião existem atualmente no Brasil cerca de 70 mil pessoas sem orelha. Deste universo, 30 mil são decorrentes de acidentes domésticos ou causados pela violência urbana como assaltos, mordidas de animais e acidentes de trabalho, entre outros.

"Todo dia uma pessoa perde parte ou toda a orelha em casos como estes", afirma Dr. Avelar. Os outros 40 mil são casos congênitos, de pessoas que nascem sem orelha, sendo 1 caso para cada 4 mil crianças nascidas.

Autor do livro "Cirurgia Plástica – Obrigação de meio e não obrigação de fim ou resultado", o médico ressalta que em sua publicação há inúmeros casos de pessoas que retomaram as atividades normais do dia-a-dia após passar por este tipo de procedimento.

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