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Vacina pneumocócica é recomendada principalmente para idosos, crianças e portadores de doenças crônicas

São Paulo, 15 de maio de 2001 (eHealthLA). O conjunto de ingredientes como: o frio do inverno, ambientes fechados, aglomerações de pessoas e surtos de gripe, facilitam a transmissão da pneumonia por pneumococo (micróbio que causa diversas infecções, como a pneumonia e a sinusite).

Além do impacto na qualidade de vida, a pneumonia é um grande problema para o serviço de saúde pública no Brasil. Dados do Ministério da Saúde indicam que ocorreram 12,4 milhões de internações por pneumonia causadas por diversos agentes.

Desse total, 2 milhões são internações de pessoas com mais de 60 anos. Como essa faixa etária representa cerca de 11,5 milhões de habitantes, estima-se que cerca 18% desse grupo contraiu a doença no ano anterior.

A infecção pneumocócica acomete principalmente crianças, idosos e portadores de imunodeficiências ou patologias crônicas.

Segundo o médico Antonio Carlos Pignatari, professor titular da disciplina de doenças infecciosas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a vacina contra o pneumococo "É uma linha de pesquisa fantástica porque permite poupar o uso de antibióticos e evitar, assim, complicações futuras", conclui Pignatari.

Para ele, em vez de investir só no desenvolvimento de novos remédios, a Medicina precisa explorar vacinas que estimulem as defesas do organismo contra as bactérias, modificando assim a forma de tratar as doenças infecciosas.

A vacina

No caso dos idosos com mais de 60 anos a vacinação pneumocócica é recomendada pela Organização Mundial de Saúde - OMS desde 1988.

Essa indicação também vale para as pessoas com doenças crônicas (hipertensão, diabetes, enfisema pulmonar etc), imunodeficientes e portadores do vírus da AIDS.

A vacina é administrada em dose única. Após 10 a 15 dias da vacinação, a pessoa já desenvolve imunidade contra a bactéria.

A vacina pneumocócica, que contém 23 diferentes sorotipos do Streptococcus pneumoniae, o que garante uma eficácia de aproximadamente 60%, já é utilizada desde a década de 80 nos Estados Unidos e Europa.

Cerca de 10% das infecções pneumocócicas são fatais e esse percentual pode atingir até 55% se a infecção estiver associada a casos de meningite. Estima-se que pelo menos 50% dos óbitos causados por esta infecção poderiam ser evitados pela vacinação antipneumocócica.

Pneumonia

Todos os anos, cerca de 500 mil pessoas nos Estados Unidos têm pneumonia causada pelo pneumococo (cerca de 50% do total de casos da doença). A bactéria é responsável também por 6 mil casos de meningite e 40 mil mortes no país.

A pneumonia é um processo infeccioso dos pulmões que leva à inflamação dos alvéolos (parte do corpo responsável pela renovação do oxigênio no sangue).

Nas vias aéreas superiores (nariz, garganta e seios nasais), existem cílios que jogam as impurezas do ar para a mucosa que reveste a região, formando o catarro.

Cheio de germes, ele é despachado para o esôfago, de onde vai para o estômago. O ar frio ou poluído aliado à queda de resistência paralisa os cílios. Dessa forma, acumula-se o catarro, que desce para os pulmões.

A secreção está repleta de germes, como vírus ou bactérias. Com a guarda do organismo em baixa, eles proliferam, atingem os alvéolos e provocam inflamação.

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