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Americanos criam lei para deter a resistência aos antibióticos

São Paulo, 14 de Maio de 2001 (eHealthLA). Um grupo de legisladores americanos anunciou esta semana, um projeto de lei destinado ao problema crescente da resistência aos antibióticos.

A nova lei prioriza vigilância, prevenção e controle, pesquisa e desenvolvimento de produtos. O projeto prevê o financiamento público de programas educativos sobre resistência, não apenas para profissionais, mas também para o público.

Segundo declarou a microbiologista, Louise Slaughter, que fez sua tese de graduação sobre a resistência aos antibióticos, há 40 anos, os antibióticos foram receitados em exagero e para problemas para os quais não fazem efeito. “Agora, estamos colhendo as conseqüências", disse a especialista.

Nos Estados Unidos, o Centro de Controle de Prevenção de Doenças calcula que uma em cada três prescrições de antibiótico seja indevida.

Os antibióticos

Segundo Antonio Carlos Pignatari, professor titular da disciplina de doenças infecciosas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os antibióticos são substâncias produzidas por microorganismo, como fungos e bactérias, usadas na medicina para combater doenças causadas por outros microorganismos. Os mais comuns são: Penicilina, estreptomicina, tetraciclina, kanamicina, eritromicina, etc.

“Milhões de vidas foram salvas graças à descoberta e uso dos antibióticos. Pneumonia, meningite, sífilis, infecções estrepto-estáfilogonocócicas e muitas outras têm sido curadas pelo emprego correto de antibióticos”, afirma o especialista.

No entanto é comum as bactérias desenvolverem resistência aos antibióticos. Por este motivo estes medicamentos devem ser usados com sabedoria e parcimônia.

“Nunca se deve tomar antibióticos por conta própria, estes devem ser tomados exclusivamente por indicação médica, visto que podem provocar o desenvolvimento desnecessário de alergia ou o aparecimento de bactérias resistentes a eles”, explica.

Além disso, alguns antibióticos são eficazes contra certas bactérias, e inócuos contra outras, e o leigo não sabe decidir qual é o que mais convém no caso.

“Os médicos têm indicado muito mais antibiótico do que o necessário. Além disso, o doente ou faz uso do remédio sem a real indicação, ou não toma a droga do modo correto”, alerta Antonio.

Projeto detém infecção por bactérias resistentes em hospitais

Segundo um relatório publicado na edição de 10 de maio do New England Journal of Medicine, médicos americanos conseguiram controlar a propagação de bactérias resistentes a antibióticos em hospitais através da implementação de métodos simples de controle de infecções. A resistência a antibióticos é um problema muito sério no mundo todo.

Bactérias resistentes a antibióticos se propagam, causando muitas infecções hospitalares. Estimativas dos pesquisadores mostram que, apenas nos EUA, o problema gera um custo de aproximadamente 4 bilhões de dólares anualmente.

O programa para controlar a disseminação das bactérias através de hospitais consistiu no exame de pacientes para detecção de bactérias resistentes e isolamento dos pacientes infectados.

Outras medidas incluíram rigorosa lavagem das mãos por atendentes hospitalares e o uso de luvas e aventais ao lidar com pacientes infectados. Para os pesquisadores, o uso de práticas intensificadas de controle de infecção pode reduzir os surtos de maneira eficaz.

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