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Prática de exercícios físicos retarda o envelhecimento também na terceira idade

São Paulo, 26 de abril de 2001 (eHealthLA). A prática regular de exercícios físicos é capaz de minimizar e retardar os efeitos do envelhecimento, mesmo nas idades mais avançadas (50 a 79 anos), quando esse processo se acelera.

Segundo Sandra Matsudo, especialista em medicina esportiva e autora de uma tese de doutorado sobre o tema, objetivo do trabalho era saber o quanto a atividade física pode mudar variáveis que façam parte do dia-a-dia do idoso. Equilíbrio, velocidade pa­ra andar, velocidade para levantar da cadeira e agilidade foram alguns dos critérios analisados.

Pesquisa

A tese, apresentada ao Cemafe (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte) da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp, acompanhou 117 mulheres, divididas em três grupos, de acordo com as idades: 50 a 59 anos, 60 a 69 ou 70 a 79.

Todas elas freqüentavam regularmente um centro de atividades físicas voltado para a terceira idade, em São Caetano do Sul, região da Grande São Paulo. Duas vezes por semana, participavam de aulas de ginástica, com duração de 50 minutos, quando realizavam exercícios de alongamento e caminhadas, além de ginástica localizada.

Em todos os grupos, inclusive nas faixas etárias mais avançadas, não houve perda da capacidade funcional, e todos os itens avaliados se mantiveram estáveis. Em dois deles – velocidade para andar e velocidade para levantar da cadeira – houve até mesmo uma melhora significativa. “Nesse momento da vida, é comum acontecer aumento de peso e perda da massa muscular. Graças aos exercícios, nada disso foi observado”, diz Sandra.

Para a pesquisadora, seu estudo mostra que a idade cronológica não pode ser o único critério para que o idoso seja afastado do mercado de trabalho. “Uma mulher de 60, 70 anos, sendo fisicamente ativa, tem toda a condição de continuar trabalhando e contribuindo com a sociedade. Muitas vezes, elas são o centro da família. Eu acho que isso precisa ser valorizado”, ressalta.

Qualidade de vida na terceira idade

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados no começo de abril mostram que no Brasil já vivem 14,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que representa 9,1% da nossa população. No início da década, elas eram 11,4 milhões (7,9% do total). “Nós temos de pensar em formas de garantir qualidade de vida para essas pessoas. As políticas públicas precisam dar conta dessa nova realidade”, diz Sandra.

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