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BRASIL: País sequenciará genes do parasita da esquistossomose

São Paulo, 28 de Março de 2001 (eHealthLA). Na última sexta-feira, foi aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) o projeto de sequenciamento de genes do parasita da esquistossomose.

A Fapesp vai investir US$ 850 mil no sequenciamento do Schistosoma mansoni, o parasita da doença que atinge cerca de 120 milhões de brasileiros. O anúncio foi feito esta semana na BIG Conference (Brazilian International Genome Conference), que reúne 500 especialistas de todo o mundo.

Segundo coordenador do trabalho, Sergio Verjovski-Almeida, a pesquisa tem como objetivos a identificação de alvos de novas drogas e o desenvolvimento de uma vacina de DNA contra a doença.

"Até agora, já produzimos quase quatro mil sequências a partir de um projeto-piloto e pretendemos produzir no total 120 mil sequências de genes expressos", disse o médico.

O trabalho vai envolver sete grupos de pesquisa - quatro na USP, um da Unicamp, além de equipes do Instituto Butantã e do Instituto Ludwig.

A Doença

Doença transmissível, causada por um verme pequeno, conhecido como Schistosoma mansoni, que tem a água como meio de transmissão e que ao atingir a fase adulta vive nos vasos sangüíneos do homem.

No homem, o Schistosoma mansoni penetra pela pele, em contato em água doce, e entra na circulação sanguínea, onde põe ovos que se depositam no fígado e em veias e artérias do intestino.

Cerca de 90 por cento dos pacientes apresentam a forma crônica da doença, sofrendo de problemas como insuficiência hepática, insuficiência nutricional, entre outros.

Números

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 200 milhões de pessoas em 76 países sofrem de esquistossomose. Cerca de 200 mil pessoas morrem da doença todos os anos.

No Brasil a estimativa é de que mais de seis milhões de casos ocorram anualmente. Em São Paulo, os casos são assintomáticos e não se encontram muitos ovos nas fezes.

Nos últimos dez anos foram notificados mais de duzentos mil casos. A maioria desses casos foi classificado como importado, sendo apenas 10% do total classificado como autóctone.

A esquistossomose é uma das doenças mais antigas de que se tem notícia, tendo sido constatada até em múmias do Egito. Pode ser provocada por quatro tipos de vermes, sendo o mais comum o Schistosoma mansoni.

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