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Uma Aspirina Por Dia Evita Doença Cardíaca em Diabéticos

30 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). Adultos com diabete tipo 2 têm um risco maior de ter ataque cardíaco, mas poucos tomam uma aspirina por dia, que poderia diminuir substancialmente o risco.

Pesquisas mostram que uma dose diária de aspirina pode evitar inflamação e coágulos -- dois dos principais fatores de risco para doença do coração.

Em um estudo com mais de 1.500 adultos norte-americanos com diabete, pesquisadores descobriram que entre os pacientes com doença cardíaca diagnosticada, apenas 37 por cento usavam aspirina regularmente assim como apenas 13 por cento dos diabéticos com pelo menos um fator de risco para problemas do coração.

A American Diabetes Association (Associação Americana de Diabete) recomenda que adultos com diabete e doença do coração ou com pelo menos um fator de risco tomem entre 81 mg e 325 mg de aspirina por dia, observaram os pesquisadores na edição de fevereiro do Diabetes Care.

"Nossos resultados sugerem que existe uma boa chance de reduzir o risco de ataque cardíaco, derrame e morte por doença do coração entre diabéticos", disse Deborah B. Rolka, do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), de Atlanta (Geórgia).

A diabete tipo 2 ocorre quando o corpo não responde à insulina, hormônio que regula o açúcar no sangue. Na maioria das pessoas, a insulina é secretada em resposta à glicose (açúcar) que entra no fluxo sanguíneo depois de uma refeição.

Em pessoas com diabete de tipo 2, o açúcar do sangue pode aumentar até níveis anormais e, com o tempo, pode aumentar o risco de insuficiência renal, cegueira, danos aos nervos e problemas cardíacos.

Mais de um quarto dos adultos com diabete tem doença cardíaca e muitos outros podem ter fatores de risco como histórico familiar de ataque do coração, fumo, excesso de peso ou pressão sanguínea alta. Pessoas com diabete são de duas a quatro vezes mais propensas a desenvolver doença do coração que pessoas sem a doença.

O motivo para a aspirina não ser mais usada entre os diabéticos não está claro. Os pesquisadores sugerem que pessoas com diabete grave podem se negar a acrescentar outra pílula ao seu já sobrecarregado regime de medicamentos.

Alguns médicos podem ver com certo exagero os riscos da aspirina para certos pacientes, como os que apresentam doença ocular (retinopatia) e pressão sanguínea alta relacionadas à diabete.

Enquanto alguns pacientes -- incluindo os alérgicos à aspirina, com tendência a sangramento, os que estão em terapia anticoagulante ou têm problemas hepáticos -- deveriam evitar aspirina, muitos outros poderiam se beneficiar de uma dose diária, apontou John Colwell em um editorial que acompanhou o estudo.

"A terapia com baixas doses de aspirina é simples e barata com benefícios médicos potenciais que superam claramente os riscos em pessoas com diabete tipo 2", afirmou Colwell, do Centro de Diabete da Universidade Médica da Carolina do Sul, em Charleston.

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