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Novas Formas de Testar e Curar Diabete Podem Estar Mais Perto

22 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). A Diabete tipo 1 vai integrar a lista de doenças que podem ser evitadas --- como pólio, sarampo e tuberculose --, se uma vacina contra o problema provar ser segura, informou um novo relatório.

Diabete tipo 1 é uma doença auto-imune, que no caso da diabete significa que o próprio sistema de defesa da pessoa ataca as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Sem insulina, a glicose sanguínea (açúcar) pode se elevar atingindo níveis perigosos e, com o tempo, elevar o risco de doenças cardíacas, insuficiência renal, amputações e cegueira.

Embora a vacina funcione em animais, é muito cedo para dizer se ela funcionará em humanos, George Eisenbarth disse em entrevista.

Eisenbarth, um professor de pediatria do Centro de Ciências da Universidade do Colorado, em Denver, estava participando de um simpósio realizado pela Associação Médica Americana e pela Associação de Diabete Americana, realizado quinta-feira em Nova York.

Segundo Eisenbarth, um estudo multicêntrico está sendo realizado para testar a vacina em cerca de 90 mil pessoas com idades entre 4 e 45 anos. O estudo está avaliando se a fórmula oral ou injetável pode prevenir os glóbulos brancos de destruírem as células que produzem insulina no pâncreas.

Pacientes com diabete tipo 1 precisam frequentemente tomar injeções de insulina, cuidar da dieta e programar refeições de acordo com as variações do açúcar no sangue. Uma em cada 300 crianças vai desenvolver esse problema.

Eisenbarth explicou que enquanto médicos podem testar bebês para identificar alguns anticorpos que sinalizam que a pessoa tem o risco de desenvolver a disfunção durante os próximos cinco a dez anos, o teste é usado atualmente somente em crianças com alto risco, como aquelas que têm um parente ou irmão com a doença. Ele disse, no entanto, o desenvolvimento de uma vacina e outras técnicas que possam curar diabete tipo 1 poderia significar que os testes para detectar a doença poderiam ser usados como padrão em todo o país.

Outras áreas de esperança para esses pacientes incluem terapia genética e transplante de ilhotas, em que médicos usariam para repor as células produtoras de insulina danificadas com as de um doador saudável. A desvantagem é que drogas supressoras do sistema imunológico teriam de ser administradas para impedir a rejeição de células saudáveis transplantadas, e essas drogas podem deixar o paciente mais vulnerável a outras infecções.

"Esses regimes precisam ser melhores se eles serão usados como padrão nacional e para tratar crianças", Eisenbarth disse.

Ainda não se sabe se as células pancreáticas de animais ou as células-beta produzidas em laboratório serão usadas, uma vez que somente pacientes com sérias complicações seriam candidatos ao tratamento, ele acrescentou.

Pesquisas com terapias genéticas também prometem bons resultados. Em um experimento, cientistas programaram geneticamente células do intestino a produzir insulina em ratos. Outros cientistas usaram um gene que codifica uma molécula semelhante à insulina para curar diabetes em ratos.

Uma vez dentro do corpo, o gene integrado ao DNA das células do fígado e o produto do gene semelhante à insulina conseguem regular os níveis de glicose durante cerca de oito meses.

A Associação Americana de Diabete estima que de 5 por cento a 10 por cento dos cerca de 16 milhões de diabéticos nos EUA tenham o tipo 1 da doença.

Copyright © 2001 Bibliomed, Inc.

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