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Droga Andi-Aids Aumenta Risco de Pedras nos Rins

27 de Dezembro de 2000 (Bibliomed). O indinavir, droga anti-Aids popular, causa mais pedras nos rins do que se pensava anteriormente e em idade mais jovem, de acordo com pesquisadores canadenses.

Cientistas do Hospital de Ottawa, em Ontario, Canadá, descobriram que a predominância geral de pedras causadas por indinavir era de 28 por cento -- sete vezes maior do que a de 4 por cento que os fabricantes afirmam nas bulas do produto.

O estudo, publicado na edição de dezembro de Journal of Urology, também sugere que a idade pode ser um fator. A idade média das pessoas que desenvolveram pedras era mais jovem do que daquelas que não desenvolveram, disse Jonathan Angel, do Hospital de Ottawa.

"O que isso realmente significa ainda não é claro, mas certamente existe uma associação, pelo menos a encontramos nesse grupo, entre a idade mais jovem e o desenvolvimento de pedras", explicou Angel.

Cerca de 28 por cento, ou 44 pacientes, dos 155 tomando indinavir no estudo desenvolveram pedras nos rins enquanto tomavam a droga e a idade média desses pacientes era de 37 anos.

"Acredito que esse estudo destaca que o risco de desenvolver pedras não desaparece com o tempo como outros efeitos colaterais", disse Angel à Reuters Health.

"Só porque você não tem um pedra renal nos primeiros meses, isso não quer dizer que você não pode ter uma pedra no futuro", acrescentou o pesquisador.

O indinavir, uma das diversas drogas inibidoras da protease normalmente usada para tratar a Aids, é conhecido por causar pedras nos rins. Normalmente, as altas doses necessárias para ser eficaz contra o HIV estão no limite do que o organismo consegue absorver, de acordo com Leroy Nyberg, diretor do Programa de Urologia do Instituto Nacional de Diabete e Doenças Renais e Digestivas (Niddk).

Pelo menos 12 por cento de cada dose não são absorvidos, mas eliminados pela urina. Os cristais podem se formar no rim e na bexiga, como resultado da absorção inadequada, possibilitando a formação de pedra, disse Nyberg.

Angel destacou que, embora os médicos prescrevendo a droga possam ter consciência dos efeitos colaterais do indinavir de formar pedras, especialistas como os urologistas podem não estar conscientes disso.

"Na comunidade que trata o HIV sabemos disso, mas os urologistas que não vêem esses pacientes necessariamente desconhecem o assunto", destacou Angel.

Para ajudar a prevenir as pedras causadas pelo indinavir, Nyberg recomendou que os pacientes tomem pelo menos dez copos de água por dia.

"A mensagem é para pessoas que estão tomando indinavir -- provavelmente elas não têm consciência da formação de pedras -- que devem saber que isso acontece", disse Nyberg.

"Elas podem diminuir a incidência tomando muita água e, quando têm esses sintomas de dor nos flancos ou sangue na urina, (elas saberem) que provavelmente é devido a pedras...um efeito colateral do tratamento", acrescentou Nyberg.

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