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Brasil: Cuidado com a Febre Amarela nas Férias

São Paulo, 22 de Dezembro de 2000(eHLA). O Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi) da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) alerta a todos que forem viajar para as regiões Norte e Centro-Oeste do país que tomem a vacina contra a febre amarela silvestre dez dias antes da viagem. Segundo dados do Cenepi, essas regiões são consideradas endêmicas. Nelas a doença circula de forma permanente nas matas, acometendo animais silvestres e podendo ser transmitida aos seres humanos pela picada de mosquitos.

Na virada do ano passado, um surto da doença foi desencadeado na Chapada dos Veadeiros (GO), local de grande atração de ecoturistas. Não existem mecanismos possíveis de erradicar a doença nas matas, habitat natural do vírus. A única forma eficaz de prevenção é a vacinação.

A febre amarela, doença causada por vírus, geralmente ataca povos que vivem na mata e é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Ele vive cerca de três meses e espalha o microrganismo ao picar as pessoas, depois de contraí-lo de alguém infectado. Há poucos casos em centros urbanos. Segundo o infectologista Marcos Boulos, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, os sintomas da doença são febre, dores nas costas, na cabeça e no fundo dos olhos, e desidratação. “Em casos graves há vômito constante, icterícia e sangramento por todo o corpo, já que o fígado deixa de produzir a substância necessária para a coagulação. O quadro clínico da febre amarela é parecido com o da leptospirose, da malária, da dengue hemorrágica e da leishmaniose”, diz o especialista.

Segundo ele, não existe um tratamento específico. O próprio sistema imunológico do paciente tem de reagir e combater o microrganismo. A melhora acontece dentro de uma semana a dez dias, mas a taxa de mortalidade é de cerca de 20% dos casos. A vacina é a forma mais indicada de prevenção.

Vacina

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra a febre amarela silvestre está disponível nos postos de saúde de todos os municípios do país. A vacina tem eficácia de 95% e é recomendável que se tome um reforço a cada dez anos pelos que moram nas áreas endêmicas ou por aqueles que se deslocam para elas. Neste caso, a vacina deve ser tomada, no mínimo, dez dias antes do deslocamento.

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