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Confirmada Associação Entre Poluição do Ar e Risco de Morte

Por Todd Zwillich

NOVA YORK (Reuters Health)
- Um novo estudo em 20 das maiores cidades norte-americanas associou a exposição a poluentes comuns de automóveis e fábricas a um risco maior de morte.

O estudo, publicado na edição de 14 de dezembro do New England Journal of Medicine, sugeriu que quanto mais poluída é uma cidade, mais tendem seus habitantes a morrer em consequência de doenças.

Toda vez que o nível de material particulado, com menos de 10 micrômetros de diâmetro, aumentou em 10 microgramas por metro cúbico nas grandes cidades como Nova York e Atlanta, houve um risco 0,51 por cento maior de mortes por várias causas. A taxa de mortalidade cardiopulmonar -- que é a morte por doenças cardíacas ou pulmonares -- foi 0,68 mais alta para cada 10 microgramas por metro cúbico de aumento.

Pesquisadores mediram a poluição em grandes áreas metropolitanas em todas as regiões do país e tentaram relacionar as amostras com as taxas diárias de morte em cada cidade. Os especialistas escolheram os chamados poluentes de "pequenas partículas" como ozônio, monóxido de carbono, dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio que são considerados os mais perigosos para os humanos.

Outros estudos observaram aumento do risco de morte pela exposição à poluição de até 1 por cento. Ninguém sabe exatamente por que a poluição é tóxica para seres humanos e muitos especialistas suspeitam que os poluentes causem inflamação nos pulmões ou levem o corpo a liberar substâncias químicas que podem afetar a função cardíaca.

Os investigadores tentaram estimar fatores combinados que poderiam mascarar os resultados do estudo. Por exemplo, situação socioeconômica já que é provável que pessoas mais pobres que também tendem a ter uma saúde pior, vivam em áreas com mais poluentes de automóveis e fábricas. Também é possível que pessoas que vivem em cidades com tráfego intenso tenham taxas de morte mais altas em consequência de acidentes de trânsito e não necessariamente da poluição.

"Há muitos diferentes fatores nas cidades e não podemos controlar todos", disse o chefe da equipe, Jonathan M. Samet, em entrevista à Reuters Health.

Os autores ainda concluíram que a chamada poluição por pequenas partículas como a analisada por este estudo precisa ser limitada energicamente pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, sigla para Environmental Protection Agency). Atualmente, a regulamentação da EPA para reforçar as limitações está sendo revisada pela Suprema Corte e a decisão deve sair logo.

"Do ponto de vista da saúde pública, precisamos de um padrão mais rígido da EPA para material particulado", disse Samet que é chefe do departamento de epidemiologia da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, em Baltimore (Maryland).

Sinopse preparada por Reuters Health

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