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Adolescentes que Trabalham Tendem a Sentir Dor Muscular

Por Keith Mulvihill

NOVA YORK (Reuters Health)
- Os adolescentes que trabalham durante o ano letivo correm maior risco de ter dores musculares e nas articulações, segundo pesquisadores do Canadá. Os resultados do estudo foram apresentados durante um encontro recente da American Public Health Association, em Boston.

Os pesquisadores chefiados por Debbie Ehrmann-Feldman, da Universidade de Montreal, analisaram a incidência de dores musculares e nas articulações em 502 estudantes entre 13 e 15 anos durante um ano.

"Queríamos saber se trabalhar é um fator de risco para o aparecimento de dores musculares e nas articulações em estudantes do ensino médio", disse Ehrmann-Feldman à Reuters Health.

Os estudantes responderam perguntas sobre saúde física, prática de esportes, emprego e saúde mental. Eles também fizeram três testes de flexibilidade e força ao longo de 12 meses.

"Quando os estudantes se queixavam de dor, pedíamos que identificassem o local da dor -- pescoço, costas, ombros ou braços, por exemplo. Como queríamos detectar mais que dores casuais, solicitamos que falassem sobre dores que perduraram por pelo menos uma semana durante os seis meses anteriores", explicou Ehrmann-Feldman.

Cerca de metade dos estudantes que participaram do estudo informou não ter dor no início do estudo. Seis meses mais tarde, 95 estudantes do grupo relataram o aparecimento de uma sensação dolorosa.

"Ao fim do ano, verificamos que 38 por cento dos estudantes que inicialmente não sentiam nada desenvolveram dor nos músculos e articulações", afirmou Ehrmann-Feldman.

Os pesquisadores observaram que independentemente do local dolorido, o número de relatos de uma nova dor foi maior durante o ano letivo que durante as férias de verão.

Em geral, quem trabalhou foi 1,2 vez mais propenso a desenvolver dor muscular e nas articulações que os que não estavam empregados. Quem trabalhava em escritório, em frente a computadores, apresentou risco maior de desenvolver dor muscular e nas articulações comparado a quem tinha um emprego fisicamente mais desgastante.

"Quem trabalha em escritório apresenta maior risco de ter dor do que quem tem um trabalho braçal; o pessoal que trabalha em escritório se mostrou três vezes mais propenso a ter dor, enquanto quem tem emprego que exige atividade física se revelou duas vezes mais propenso a relatar dor", observou Ehrmann-Feldman.

"Talvez os adolescentes que trabalhavam como empacotadores ou em armazéns onde carregavam mercadorias tivessem melhor condicionamento físico e por isso fossem menos propensos a ter dores. Já os estudantes que trabalhavam em escritórios mostraram maior propensão a ter dores no pescoço e nas costas", disse a pesquisadora.

Os adolescentes que fumavam também tendiam a relatar dor nos músculos e articulações. Adolescentes com boa saúde mental relataram dor com menor frequência.

"Verificamos que trabalhar durante o ano letivo pode ser particularmente estressante. Esses estudantes sofreram mais dores musculares e nas articulações, bem como os que não gozavam de boa saúde mental. As estratégias de prevenção da dor no local de trabalho deveriam incluir os adolescentes mesmo quando eles não trabalham em período integral", concluíram Erhmann-Feldman e seu colegas.

Sinopse preparada por Reuters Health

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