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Talidomida Pode Tratar Câncer Sanguíneo

Por Emma Patten-Hitt

NOVA YORK (Reuters Health)
- A talidomida parece ser promissora no tratamento de um tipo de câncer sanguíneo conhecido como mieloma múltiplo, afirmaram pesquisadores.

A descoberta é a última em uma série que afirma que a droga pode tratar o câncer. A talidomida ficou conhecida há algumas décadas por ter induzido diversos defeitos de nascimento ao ser tomada para evitar enjôos matinais durante a gravidez.

Cientistas apresentaram diversos estudos esta semana, durante o encontro anual da American Society of Hematology (Sociedade Americana de Hematologia), em São Francisco, indicando que a talidomida pode retardar a progressão do mieloma múltiplo.

A doença é um câncer normalmente fatal de um subgrupo de células sanguíneas. Cerca de 13.000 novos casos de mieloma múltiplo são diagnosticados a cada ano nos EUA, sendo o segundo tipo mais comum de câncer sanguíneo.

Em um estudo, pesquisadores da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, testaram a droga em combinação com um tratamento padrão, dexametasona, e descobriram que cerca de 80 por cento dos 26 pacientes com a doença melhoraram.

Outro estudo, do Centro de Pesquisa de Câncer do Arkansas, em Little Rock, demonstrou que cerca de 40 por cento dos pacientes com mieloma múltiplo que eram resistentes ao tratamento comum melhoraram com a terapia com talidomida.

Cientistas não sabem ainda como a talidomida pode ajudar a tratar o mieloma múltiplo, mas, segundo S. V. Rajkumar, da Clínica Mayo, a droga possui muitos efeitos biológicos, como o de influenciar a resposta imunológica do organismo.

"Estou cautelosamente otimista", afirmou Rajkumar à Reuters Health, destacando que a talidomida produz diversos efeitos colaterais, a maioria moderados. Os efeitos colaterais incluem sonolência e constipação, mas efeitos mais graves incluem coágulos sanguíneos, que podem ser fatais.

"A questão não é mais se a talidomida funciona, ela é uma terapia elementar para o mieloma", disse Davis Stirling, da empresa Celgene, o fabricante da droga, à Reuters Health.

"Agora, é preciso otimização em termos de como usar a droga da melhor maneira", afirmou Stirling. "Gostaria de acreditar que, definitivamente, estamos aumentando a expectativa de vida e melhorando a qualidade de vida", acrescentou Stirling.

Sinopse preparada por Reuters Health

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