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Emílio Ribas Abre Clínica Odontológica para Criança com Aids

SÃO PAULO (Reuters) - Numa iniciativa inédita no país, o Hospital Emílio Ribas, em São Paulo, inaugura na sexta-feira, Dia Mundial da Aids, sua clínica odontológica especializada em atendimento a crianças com HIV.

"A clínica atenderá cerca de 600 crianças por mês", disse a infectologista Marinella Della Negra, uma das idealizadoras da clínica.

Della Negra explicou que a idéia foi desenvolvida em conjunto com a Casa do Sol, organização não-governamental (ONG) que já oferece o serviço odontológico a crianças infectadas com o HIV gratuitamente, para ampliar o atendimento. "Acredito que somos o primeiro hospital do país a oferecer o serviço", acrescentou Della Negra.

De acordo com a assessoria do hospital, a clínica possui ainda um playground com brinquedos em miniatura, onde as crianças também poderão realizar atividades recreativas com o apoio de psicólogos e recreacionistas.

Segundo Della Negra, o atendimento a crianças infectadas com o vírus da Aids não exige cuidados muito especiais.

"O serviço segue os cuidados que qualquer dentista deve ter com seus pacientes, como esterilização e manipulação, a não ser em casos em que a saúde da criança está debilitada, quando os médicos podem dar orientações específicas", explicou a infectologista.

CAMPANHA VOLTADA AO ADOLESCENTE

Durante o Dia Mundial da Aids, o Emílio Ribas promove uma campanha de prevenção da Aids voltada ao público adolescente.

Alunos de três escolas paulistanas participarão de atividades e distribuirão camisinhas e panfletos educativos nas ruas próximas ao hospital, de acordo com a assessoria.

"A prevenção da Aids junto ao jovem é de maior importância", disse Vera Simonetti, diretora de comunicação da Ecos, ONG que promove trabalhos sobre sexualidade e saúde reprodutiva junto ao público adolescente.

"Os jovens estão iniciando a vida sexual mais cedo e é preciso que isso aconteça de maneira segura", acrescentou Simonetti. De acordo com Simonetti, no geral, os jovens são mais abertos a informações, inclusive sobre comportamento sexual.

"E embora, frequentemente, a prevenção não seja a principal preocupação do jovem em sua vida sexual, em meio aos sentimentos do adolescente, podemos abordar a questão do uso do preservativo", acrescentou Simonetti.

Simonetti acredita que o Dia Mundial da Aids é uma data importante que deve ser lembrada em todos os setores da sociedade, mas que somente um dia não promove mudanças.

"A data lembra as pessoas que é preciso lutar, exigir comportamento seguro, atendimento médico e pesquisas", avaliou Simonetti.

"Mas o que é importante é o trabalho educativo contínuo em uma escola ou comunidade, com desenvolvimento a longo prazo", destacou Simonetti.

Sinopse preparada por Reuters Health

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