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Importância do Dia Mundial da Aids Cresce a Cada Ano

Por Patricia Reaney

LONDRES (Reuters) - De shows de rock no Laos a passeatas em Washington, o Dia Mundial da Aids vem promovendo a conscientização de uma das doenças que mais matam em todo o mundo há mais de uma década.

Todos os anos, no dia 1o. de dezembro, a Catedral de St. Paul, em Londres, o Parlamento sul-africano e o Sydney Opera House são iluminados de vermelho e milhões de pessoas usam fitas dessa cor, tornando a data uma das mais conhecidas internacionalmente.

No entanto, 20 anos de epidemia da Aids, a pobreza e falta de informação em países em desenvolvimento e uma crescente complacência por parte de países ricos estão aumentando a crise. Mais de 21 milhões de pessoas morreram de HIV/Aids, 3 milhões delas somente em 2000.

"Hoje, definitivamente, o Dia Mundial de Aids é mais importante do que antes", disse Paula Harrowing, co-fundadora de Body&Soul, uma agência britânica de apoio a famílias atingidas pela doença.

"Este é um dia muito bom e precisamos deixá-lo marcado em nossa agenda, mas sociedades de todo o mundo precisam mudar, pois existem poucas pessoas com HIV que assumem sua condição abertamente", acrescentou Harrowing.

INICIATIVA GLOBAL

A data foi criada há 13 anos, durante um encontro de ministros da Saúde, como uma maneira de informar as pessoas sobre a Aids. Desde então, o dia se tornou um evento global.

"Esse dia e os eventos em todo o mundo não irão diminuir as taxas de infecção, mas ainda precisamos dessa data para lembrar as pessoas que o HIV/Aids ainda é um problema", afirmou Tony Farmer, da National Association of People with Aids, em Nova York.

Para Farmer, o desafio é garantir que as pessoas pensem na crise da Aids por mais de um dia do ano. "(A data) não traduz ou dissemina atividades de prevenção ou destaca a importância de não infectar outras pessoas ou de tomar precauções", disse Farmer à Reuters.

O impacto do Dia Mundial da Aids varia de um país para outro, mas ativistas acreditam que a data faz uma diferença.

"(O dia) ajuda pessoas a pensar mais claramente sobre o HIV e a Aids...Com 36 milhões de pessoas vivendo com o HIV em todo o mundo temos uma luta difícil em termos de nossa resposta ao HIV", afirmou Derek Bodell, de National Aids Trust, na Grã-Bretanha.

Sinopse preparada por Reuters Health

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