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Problema Emocional Dobra Risco de Fumar

Por Suzanne Rostler

NOVA YORK (Reuters Health) - Cerca de 44 por cento de todos os cigarros fumados nos Estados Unidos podem estar sendo consumidos por pessoas com distúrbios como depressão ou fobia.

As pessoas com depressão grave ou fobia social são duas vezes mais propensas a fumar que pessoas sem problemas emocionais, segundo trabalho publicado na edição de 22 de novembro do Journal of the American Medical Association.

"Os médicos que atendem fumantes com problemas emocionais deveriam estimulá-los a parar de fumar, já que nosso estudo mostrou que eles são capazes de parar de fumar", disse Karen Lasser, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston (Massachusetts), à Reuters Health.

"É importante estimular a prevenção e os esforços para parar de fumar nesses pacientes", disse a pesquisadora.

A equipe de Lasser acompanhou mais de 4.400 pessoas entre 15 e 54 anos de idade com ou sem doenças como distúrbio de ansiedade generalizada, dependência de álcool e drogas, esquizofrenia, depressão grave e psicose maníaco-depressiva.

Quase 23 por centro das pessoas sem problemas emocionais ou mentais fumavam, comparadas a quase 35 por cento das que sofreram alguma dessas doenças em algum momento da vida e 41 por cento das que tiveram um desses problemas no mês anterior ao estudo.

O consumo diário de mais de 24 cigarros por dia foi raro entre indivíduos sem histórico de problemas mentais. Os pesquisadores verificaram que, em média, fumantes sem problemas emocionais consumem um máximo de 23 cigarros por dia, comparados a mais de 26 cigarros diários entre pessoas com distúrbios emocionais ou mentais.

O estudo revelou que cerca de 10 por centro dos fumantes sem doença mental ultrapassavam os 23 cigarros diários. As taxas de abandono do fumo entre pessoas sem dependência de álcool ou drogas foram semelhantes às taxas de parada entre indivíduos sem diagnóstico de saúde mental. Para os autores, essas conclusões sugerem que as pessoas são capazes de parar de fumar, independentemente de terem problemas emocionais.

Não está claro porque as pessoas com problemas emocionais ou mentais fumam mais, mas os pesquisadores acreditam que elas usam o cigarro como uma forma de automedicação. Para Lasser, o fumo tem se mostrado um precursor de episódios de ansiedade, distúrbios depressivos e esquizofrênicos.

"Também é possível que pessoas com problemas mentais sejam mais vulneráveis ao mercado de tabaco", disse a pesquisadora.

Sinopse preparada por Reuters Health

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