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Bebê Que Recebeu Transplante de Nervos da Mãe Passa Bem

NOVA YORK (Reuters Health) - Após ser submetido ao primeiro transplante de nervo de doador vivo no dia 17, o menino de 8 meses passava bem na manhã de segunda-feira no Hospital Infantil Memorial Hermann, em Houston, disse um porta-voz do hospital à Reuters Health.

Durante o procedimento que durou de seis a oito horas, nervos retirados das pernas da mãe da criança foram transplantados no braço esquerdo do bebê.

"Esta é a primeira vez que um transplante de nervo é feito com os nervos retirados de um doador vivo e esperamos que o paciente faça pleno uso de seu braço, seu punho e sua mão", disse Scott A. Gruber, chefe da equipe de transplante, à Reuters Health, na sexta-feira.

Transplantes desse tipo anteriores foram realizados usando nervos de cadáveres.

Uma lesão durante o nascimento fez com que o bebê perdesse a sensação e o movimento no ombro esquerdo. Uma semana antes do transplante, a equipe de cirurgiões retirou nervos da mãe e os armazenou a 5 graus centígrados em uma solução de preservação.

"Ao mesmo tempo...iniciamos o uso da droga imunossupressora FK-506 pela criança para que, quando o transplante fosse realizado, o bebê já apresentasse os níveis terapêuticos da droga no sangue", explicou Gruber.

"A FK-506 não só previne a rejeição, mas também é um fator de crescimento de nervo que acelera a taxa de regeneração do nervo", acrescentou Gruber.

Os nervos da mãe não serão funcionais, disse Gruber. Eles só irão servir como um conduto através do qual os próprios nervos da criança possam se regenerar em direção a seus alvos no músculo e na pele -- em última instância, restabelecendo as atividades sensorial e motora em todo o braço.

A expectativa é de que entre nove a 12 meses os nervos do bebê terão se regenerado suficientemente para atingir os músculos.

Gruber disse que as doses dos dois imunossupressores que estão sendo usados são baixas e que os medicamentos serão usados somente entre nove e 12 meses, até os nervos se regenerarem.

"Portanto, acreditamos que as chances desta criança desenvolver qualquer infecção grave ou câncer das glândulas linfáticas são pequenas", avaliou Gruber.

Sinopse preparada por Reuters Health

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