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Mulheres Acham Que Seus Problemas de Saúde são Ignorados

Por Karen Pallarito

NOVA YORK (Reuters Health) - Deputados e senadores não se preocupam o suficiente com os problemas de saúde da mulher, em parte porque a maioria desses parlamentares são homens, segundo resultados de uma nova pesquisa nacional feita com mulheres nos Estados Unidos.

O levantamento verificou que a maioria das mulheres não considera que a mídia e os pesquisadores se preocupem o bastante com a saúde da mulher.

Financiado pela Kaiser Family Foundation e pela Lifetime Television, a pesquisa ouviu incluiu 500 mulheres adultas, sendo a primeira de 12 etapas a serem realizadas em um ano de esforços para descobrir o que as mulheres norte-americanas pensam e quais suas preocupações relacionadas às políticas de saúde.

"Descobrimos com esse primeiro levantamento que as mulheres acham que os representantes eleitos não têm dado atenção suficiente ao atendimento de saúde da mulher. Por quê? As mulheres acham que é porque a saúde da mulher não é valorizada em nossa sociedade e porque a maioria das pessoas que tomam decisões são homens", disse à Reuters Health a diretora do projeto, Marion Sullivan.

No total, 70 por cento das mulheres disse que os representantes eleitos não dão a atenção devida às questões de saúde da mulher e 44 por cento afirmou o mesmo sobre a mídia. Quase dois terços delas acreditam que as pesquisas médicas ignoram preocupações específicas das mulheres.

O levantamento verificou que as mulheres consideram que as questões políticas mais importantes hoje são expandir a cobertura do tratamento de saúde para indivíduos sem seguro médicos e melhorar o Medicare financeiramente para o futuro. Outras questões classificadas como "muito importantes" incluíram a cobertura de drogas para idosos, aumento de recursos para pesquisas sobre saúde da mulher e ajuda financeira aos parentes em tratamentos de longa duração.

Além das pesquisas mensais que vão abranger "uma vasta faixa de questões que afetam a saúde da mulher", disse Sullivan, o projeto feito em parceria da Kaiser e Lifetime Television inclui um programa diário de informação na televisão e no site da Lifetime (http://www.lifetimetv.com). O Web site também fornece detalhes sobre cada pesquisa e informações adicionais sobre o que as mulheres podem fazer para expressar suas preocupações e reivindicar seus direitos na área de saúde.

"Estamos tentando fortalecer as mulheres para que se tornem participantes mais bem informadas nos debates sobre saúde e defendam melhor suas questões de saúde em um sistema onde está se tornando cada vez mais difícil se fazer ouvir", explicou Sullivan. "Por todo o país, existem mulheres que vivem e respiram esses problemas todos os dias, mas não sabem como se fazer ouvir", acrescentou a pesquisadora.

"As mulheres querem que suas preocupações sobre saúde sejam consideradas e sejam prioridade em Washington e nas capitais dos Estados", concluiu a pesquisadora. "E elas foram uma força importante nas eleições de 2000", disse Sullivan. A próxima pesquisa vai enfocar questões atuais sobre saúde reprodutiva.

Sinopse preparada por Reuters Health

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