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Perna 'Inteligente' Está Sendo Criada por Russos e Americanos

Por Alan Mozes

NOVA YORK (Reuters Health) - O governo norte-americano, a indústria privada e cerca de 120 cientistas russos que desenvolviam armas nucleares estão trabalhando juntos em um projeto para pesquisar, projetar e desenvolver uma "perna inteligente" avançada.

Contando com uma intrincada combinação de microprocessadores, juntas hidráulicas e motores eletrônicos, a perna vai imitar a maneira de andar humana em diversos tipos de terrenos.

Pesquisadores pretendem ter o novo dispositivo protético disponível para uso dentro de dois anos.

"Este é o terceiro de três projetos em próteses que estamos realizando com os russos, começando com um pé protético que atingiu a fase de ser usado por soldados que perderam o pé na Chechênia", disse Neil Singer, porta-voz do Laboratório Nacional Sandia, do Departamento de Energia (DOE) dos Estados Unidos.

Com sede em Albuquerque, Novo México, o Sandia é um laboratório financiado pelo governo de propriedade da corporação Sandia, uma divisão da empresa Lockheed Martin.

"Este é um acordo único, em que você tem os recursos de dois laboratórios de Defesa com seus equipamentos mais modernos unindo esforços com a indústria privada norte-americana para fabricar dispositivos protéticos que estarão à frente do tempo", disse Singer à Reuters Health.

"Temos supercomputadores e os laboratórios mais avançados do mundo e, por uma quantidade relativamente pequena de material e esforço, você tem um resultado humanitário relativamente grande que pode ajudar pessoas", acrescentou Singer.

Segundo Singer, o trabalho que está sendo desenvolvido pelo Sandia e os russos baseados no laboratório de armas nucleares Chelyabinsk 70 atende a uma necessidade que não vem sendo suprida atualmente.

Muitas das pessoas que sofrem com a perda de membros vivem em países do Terceiro Mundo -- aqueles que perderam seus membros em minas -- e as economias destes países não são sólidas o bastante para financiar uma base de pesquisa.

O objetivo do projeto é desenvolver uma tecnologia protética "ativa", usando sensores em pontos estratégicos ao longo da perna para reduzir a quantidade de força e energia que o usuário precisa para andar em terrenos irregulares, minimizando o risco de queda.

Os pesquisadores também estão trabalhando em uma nova conexão de ajuste próprio para que a perna se encaixe -- um que possa reduzir ferimentos de pressão resultantes da borracha da prótese contra o membro de contato do amputado.

O esforço conjunto de norte-americanos e russos está sendo financiado pelas Iniciativas para a Prevenção de Proliferação do DOE, que escala cientistas que estiveram envolvidos na corrida nuclear para trabalharem em projetos humanitários.

Sinopse preparada por Reuters Health

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