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Hormônio da Obesidade é Associado a Doença Ocular

BALTIMORE (Reuters Health) - A leptina, o "hormônio da obesidade", também pode estar envolvida na retinopatia, doença ocular relacionada à diabete, informaram pesquisadores.

A leptina é produzida por células adiposas e outros tecidos sendo considerada um sinal para o cérebro para reduzir o apetite quando o estoque de gordura está no nível máximo. Em um novo estudo com 73 pessoas com e sem diabete, as que tinham níveis mais altos de leptina no olho foram mais propensas a ter retinopatia diabética, um problema que pode causar cegueira.

"A leptina pode ser uma das várias moléculas que atuam em conjunto para causar retinopatia diabética, um problema que pode causar cegueira em diabéticos", disse, à Reuters Health, Ray Gariano. "O desempenho da leptina nesse processo pode ajudar a estimular outras pesquisas sobre sua ação no corpo além do apetite, regulação do peso e obesidade", disse o especialista.

A equipe de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale, em New Haven (Connecticut), verificou que quanto mais severa a doença ocular, mais alto o nível de leptina. O estudo foi publicado na última edição do Investigative Ophthalmology and Visual Science (Oftalmologia Investigativa e Ciência Visual).

Para Gariano, a leptina pode estar associada à doença ocular por causar o crescimento dos vasos sanguíneos. "Sabemos que ocorre crescimento anormal de vasos sanguíneos nos estágios mais avançados da retinopatia diabética e nosso estudo confirma essa idéia", disse o especialista.

Atualmente, a leptina está sendo investigada como alvo para drogas que poderiam ajudar as pessoas a controlar o peso. Entretanto, a maioria dos diabéticos têm muita leptina, não pouca. Muitas pessoas parecem perder a sensibilidade ao hormônio e os estudos sugerem que simplesmente dar leptina a pessoas com peso acima do normal provavelmente não estimula a perda de peso.

Conforme Gariano, a terapia baseada na leptina pode ser útil para interromper a progressão da doença diabética ocular.

"Atualmente não há terapia para retinopatia baseada nas nossas descobertas", disse Gariano. "Entretanto, nosso trabalho faz parte de um esforço maior para identificar as diferentes moléculas que se combinam para causar a doença ocular diabética, na esperança de podermos eventualmente desenvolver drogas mais completas e específicas para prevenir a doença", disse o especialista.

Sinopse preparada por Reuters Health

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