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Mercosul Ganha Conselho Empresarial para Prevenção da Aids

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os países do Mercosul ganharam na quinta-feira um conselho que deve promover, entre as empresas da região, políticas de prevenção e conscientização sobre HIV/Aids.

O lançamento do primeiro grupo regional empresarial com esse objetivo foi feito no Rio por representantes de Brasil, Argentina e Paraguai durante o Fórum 2000, evento que discute a colaboração técnica entre países da América Latina e do Caribe.

No Brasil, uma organização nesses moldes já existe há dois anos. O Conselho Empresarial Nacional de DST/Aids conta com a participação de 23 empresas de grande porte, que somam um número de funcionários estimado em 500 mil.

"A partir dessa iniciativa houve um movimento para os demais países. A Argentina já criou o seu conselho e o Uruguai e Chile (membro convidado do bloco) estão em processo para criá-los", disse Pedro Chequer, coordenador do Programa das Nações Unidas para Aids (Unaids) para a América Latina.

O objetivo do Conselho Empresarial do Mercosul para Prevenção de Aids é incentivar ações, que já existem em algumas empresas da região, para que se invista em programas que divulguem a prevenção e tentem reduzir a discriminação entre os empregados. "A idéia é ter um núcleo de empresas mais abrangente e a partir da" agregar experiência a outras empresas para a prevenção e controle do HIV/Aids", disse Chequer.

De acordo com Nicolas Santoro, presidente do conselho criado há duas semanas na Argentina, a cada 1 dólar investido na prevenção pela empresa estima-se que haja uma economia de 36 dólares em tratamento. "Deve-se conscientizar o empresariado de que isso não é um gasto, é uma prevenção", disse Santoro que representa a Dupont da Argentina.

O trabalho dentro das companhias é basicamente educativo, e o objetivo é divulgar formas de evitar o contágio e incentivar a não-discriminação, segundo Dinerges Toniolo, da Nestlé, que representou o presidente do conselho brasileiro Carlos Faccina. Mas há algumas companhias que também oferecem tratamento e acompanhamento, acrescentou.

Além de ações dentro da própria empresa, que acabam chegando ao familiares dos funcionários também e até às demais pessoas da comunidade, algumas companhias utilizam seus produtos ou ações de marketing dirigidas para incentivar formas de evitar o contágio. Exemplo disso são cartões telefônicos informativos vendidos pela Telepar, que faz parte da Brasil Telecom, e divulgação de produtos de marcas destinadas à faixa etária jovem acompanhada da distribuição de preservativos.

Segundo Chequer, um ponto importante da participação da iniciativa privada é ajudar na política de prevenção que muitas vezes não chega a ser feita pelo governo. Ele citou o exemplo do Chile, em que houve grande rejeição da população a campanhas oficiais para uso de preservativos, que acabaram sendo interrompidas, e o caso da Argentina, onde só agora haverá uma campanha para uso de camisinhas.

Sinopse preparada por Reuters Health

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