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Traumatismo Craniano é Comum em Crianças Espancadas

NOVA YORK (Reuters Health) - O número de crianças que sofre traumatismo craniano por causa da violência cometida por adultos pode ser bem mais alto do que sugeriam estimativas iniciais.

Um estudo verificou que na Escócia, quase 25 em cada 100 mil crianças menores de 1 ano de idade foram vítimas dos chamados traumatismos cranianos não-acidetantais entre 1998 e 1999.

As estimativas iniciais falavam em cerca de 11 em cada 100 mil crianças menores de 1 ano de idade, segundo trabalho publicado na edição de 4 de novembro da revista médica The Lancet.

Esses episódios violentos também podem causar danos cerebrais, como sangramento interno e hemorragia no olho. Geralmente, esses traumatismos ocorrem quando a criança é violentamente sacudida pelo agressor ou quando ele golpeia ou comprime a cabeça da criança.

Karen M. Barlow e Robert A. Minns, do Royal Hospital for Sick Children (Hospital Infantil Real), em Edimburgo (Escócia), verificaram que os traumatismos cranianos são mais frequentes nas crianças com mais de dois meses de idade que vivem em áreas urbanas. A maioria ocorre durante o meses de outono e inverno.

Mais de três quartos dos bebês que sobrevivem às agressões ficam com sequelas neurológicas e problemas de desenvolvimento de longo prazo, indicou o estudo. De acordo com Barlow e Minns, as conclusões podem fornecer argumentos para novas leis de proteção à criança e ajudar a avaliar a eficácia dos programas educacionais para prevenção da chamada síndrome do bebê sacudido.

Sinopse preparada por Reuters Health

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