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Relações de Amizade Beneficiam Idosos

NOVA YORK (Reuters Health) - Ter amizades pode não apenas ser benéfico para idosos que vivem em casas de repouso como ampliar sua expectativa de vida. Mulheres idosas que se sentem emocionalmente bem a despeito de seus problemas físicos correm menor risco de desenvolver outras incapacidades e tendem a viver mais que suas companheiras, que não são emocionalmente saudáveis.

A chamada vitalidade emocional é descrita como estar feliz, livre de ansiedade e depressão e ter controle sobre a própria vida.

Conforme resultados de dois novos estudos, as emoções podem ter um grande impacto na expectativa de vida. As conclusões foram publicadas na edição de novembro do Journal of the American Geriatrics Society (Sociedade Americana de Geriatras).

Um dos estudos verificou que pessoas que vivem casa de repouso e são socialmente ativas tinham mais chances de sobreviver por pelo menos dois anos, independentemente de fatores como idade avançada, perda de peso e doença cardíaca.

A pesquisa indicou que os idosos com pouca vida social se mostraram dias vezes mais propensos a morrer no mesmo período.

"Níveis mais altos de envolvimento social foram associados à sobrevivência maior mesmo depois de considerados vários fatores associados à mortalidade", concluiu a equipe de Dan K. Kiely do Centro Hebraico de Reabilitação e Pesquisa sobre Idosos e o Instituto de Treinamento, em Boston (Massachusetts). O estudo envolveu mais de 900 moradores de uma casa de repouso e que tinham em média 87 anos.

No segundo trabalho, a equipe de Brenda Pennix, da Universidade Wake Forest, em Winston-Salem, Carolina do Norte, acompanhou mais de mil mulheres com 65 anos de idade ou mais e incapacidade em grau moderado a severo, que viviam na mesma comunidade.

Os pesquisadores verificaram que cerca de um terço delas podia ser considerado emocionalmente vital, menos propensas a desenvolver novas incapacidades e com a metade do risco de morrer que as demais durante o período do estudo.

"Emoções positivas podem proteger pessoas idosas de problemas de saúde", informaram os pesquisadores.

Para os especialistas, a forma como as emoções e os relacionamentos interpessoais contribuem para uma vida mais longa não está clara.

De acordo com eles, as conclusões enfatizam a necessidade de novas pesquisas sobre os fatores fisiológicos que influenciam o desejo e a habilidade de uma pessoa a socialização.

Sinopse preparada por Reuters Health

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