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Depressão não Está Ligada a Depósito de Cálcio em Artérias

NOVA YORK (Reuters Health) - Embora depressão, ansiedade, hostilidade e estresse estejam associados ao risco de doença coronariana, esses fatores psicológicos não parecem afetar o desenvolvimento de depósitos de cálcio nas artérias cardíacas, considerados um indicador de futuros problemas do coração.

Os pesquisadores ficaram surpresos com o fato de que pessoas com sintomas psicossomáticos -- sintomas físicos causados por estresse psicológico -- apresentaram risco menor de ter calcificação nas artérias cardíacas.

A equipe de Patrick G. O'Malley, do Centro Médico Walter Reed Army, em Washington, DC, baseou seu trabalho em 630 militares da ativa na faixa entre 39 e 45 anos de idade sem doença coronariana ou queixa de dor no peito.

Os pesquisadores avaliaram sinais de depressão, ansiedade, hostilidade, estresse e sintomas psicossomáticos em cada participante do estudo. Além disso, todos foram submetidos a exames para detectar depósitos anormais de cálcio nos vasos sanguíneos.

Cerca de 20 por cento dos homens e 4 por cento das mulheres tinham calcificação nas artérias cardíacas, informaram os pesquisadores na edição de 2 de novembro do New England Journal of Medicine. Esse sinal de doença cardíaca foi associado aos fatores de risco cardíaco tradicionais como pressão alta, índice de massa corporal mais alto e níveis elevados de colesterol LDL ("ruim") e de triglicérides.

Quando os pesquisadores levaram em conta esses fatores de risco, não houve conexão entre calcificação e depressão, ansiedade, hostilidade ou estresse. As pessoas com esses sintomas psicológicos não foram mais ou menos propensas a ter depósitos de cálcio nas artérias que as demais.

O único fator psicológico relacionado ao risco de calcificação foi a somatização, que ocorre quando os estados mentais se manifestam como sintomas físicos. Nesse estudo, ter sintomas psicossomáticos foi associado a um risco menor e não maior de calcificação.

Essa não era a conclusão esperada, informaram os pesquisadores. Uma explicação possível é que essas pessoas podem ter estilos de vida mais saudáveis que poderiam reduzir o risco de calcificação, sugeriram os autores.

Segundo os pesquisadores, o estudo tem certas limitações. Os participantes da pesquisa apresentaram uma taxa de calcificação inferior à encontrada na população em geral. Além disso, os participantes tinham idades parecidas e os resultados podem não se aplicar a todas as faixas etárias.

A equipe concluiu que são necessárias novas pesquisas para verificar a função dos fatores psicológicos na evolução desses indicadores até a instalação efetiva da doença cardíaca.

Sinopse preparada por Reuters Health

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