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Aleitamento Materno Reduz Riscos de Doenças e Promove o Desenvolvimento Psicossocial da Criança

Estudos realizados no Brasil mostram que a duração média da amamentação no país vem aumentando sensivelmente – passou de 4,5 meses em 89 para sete meses em 96. De acordo com a Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba), a prática da amamentação exclusiva por seis meses e sua continuidade por pelo menos dois anos possibilita – tanto para bebês quanto para as mulheres – um excelente nível de saúde.

“As vantagens do aleitamento materno são inúmeras, afirma o pediatra Mauro Sérgio Toporoski, professor da disciplina de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (SP). “Em todas as sociedades onde há uma revalorização da amamentação, nota-se a manutenção do vínculo afetivo entre mãe e filho”, explica.

Segundo o pediatra, as crianças que recebem aleitamento exclusivo possuem uma maior proteção imunológica contra infecções em geral. “Os bebês que são amamentados apresentam menos infecção respiratória, menos otite, menos infecção de trato urinário, quando comparados com crianças que não receberam aleitamento materno”, afirma. As doenças alérgicas também diminuem bastante, além da flora intestinal apresentada ser mais apropriada, reduzindo a incidência de diarréia.

Comprovadamente, o leite materno é o melhor para o bebê, por apresentar a proteína humana. “O teor de sal do leite materno é menor do que o do leite de vaca, ajudando a prevenir a hipertensão e a obesidade futuras”, garante. Toporoski explica que não existe um substituto ideal: “Nascemos adaptados ao leite materno. Todas as outras formas de aleitamento são adaptativas”. O leite materno proporciona uma nutrição balanceada e a amamentação tem um papel importante para o desenvolvimento psicossocial da criança.

O ideal, segundo o pediatra, é amamentar a criança por um período de seis meses – se possível, sendo a única fonte de alimentação do bebê. Um cuidado a ser observado nesse período é se a criança apresenta aumento de peso e altura adequados. A prática da amamentação contribui ainda para a saúde da mulher, reduzindo os riscos de se contrair câncer de ovário e mama, anemia por deficiência de ferro e hemorragia no pós-parto.

De acordo com Toporoski, o governo deveria promover mais campanhas educativas para sensibilizar a população das inúmeras vantagens do aleitamento materno – tanto para o bebê quanto para a mulher.

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