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Descoberta Pode Servir para Tratar Problemas da Bexiga

Por Amy Norton

NOVA YORK (Reuters Health) - Cientistas descobriram um peça importante no mecanismo que faz com que o cérebro reconheça quando a bexiga está cheia. De acordo com os pesquisadores, a descoberta pode levar a novos tratamentos de distúrbios como bexiga hiperativa -- condição em que o órgão se contrai mais do que o normal e uma das causas da incontinência urinária.

Em experimentos com ratos, pesquisadores observaram que um receptor, chamado P2X3, encontrado somente em neurônios, desempenha um papel-chave para indicar que a bexiga está cheia.

Ratos com o receptor desativado apresentaram uma maior capacidade da bexiga e urinaram com menos frequência do que ratos com P2X3, de acordo com um estudo publicado na edição de 26 de outubro da revista Nature.

Anthony P. D. Ford, da Roche Bioscience, em Palo Alto, Califórnia, disse à Reuters Health que sua equipe identificou um "mecanismo fundamental" através do qual a bexiga diz ao cérebro que está cheia.

De acordo com Ford, agora, poderá ser possível tratar problemas como bexiga hiperativa com drogas que bloqueiam P2X3.

O pesquisador destacou que esses tratamentos potenciais ainda levarão alguns anos para serem desenvolvidos.

Segundo Ford, o trabalho de sua equipe dá suporte ao argumento de que bexiga hiperativa ocorre quando o órgão "reclama" ao cérebro que está cheio com muita frequência.

Desativando P2X3 em ratos, os cientistas descobriram que poderiam "aumentar o estímulo" quando a bexiga sinalizasse ao cérebro.

De acordo com Ford, drogas que bloqueiam P2X3 podem ser uma boa alternativa a tratamentos atualmente disponíveis que estão longe do ideal para problemas como bexiga hiperativa ou incontinência de tensão -- vazamento súbito de urina após tosse ou esforço devido à fraqueza dos músculos ao redor do colo da bexiga.

Ford destacou que as drogas disponíveis produzem efeitos colaterais como secura na boca e nos olhos.

Sinopse preparada por Reuters Health

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