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Projeto pode gerar novos remédios

O Brasil possui uma das maiores biodiversidades do planeta –uma das maiores estufas de plantas medicinais. Na tentativa de descobrir novas substâncias naturais e buscar novas aplicações para as já existentes, um grupo de pesquisadores da Unesp desenvolveu um trabalho na floresta e coletaram aproximadamente 350 plantas da Mata Atlântica e Cerrado. Deste total, 12 plantas apresentaram ação antimural e/ou antioxidante.

A pesquisa faz parte do Projeto Biota, financiado pela Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, que tem como objetivo o mapeamento da flora e fauna daquele Estado. O projeto deve ser concluído no ano de 2002. Um dos resultados positivos do Projeto é que, das plantas analisadas, 3% podem ser aproveitadas para fins medicinais. Além disso, dos extratos coletados e estudados, dois deles eram desconhecidos. O primeiro deles tem a sua ação contra bactérias que causam as doenças respiratórias como a pneumonia. Já o outro já ataca as lavouras canavieiras.

Importância

Outro dado importante é que entre as espécies que apresentaram ações contra os tumores está uma árvore de flores amarelas, normalmente encontrada em Santa Catarina e Paraná cientificamente chamada de Cassia leptophylla, que os participantes do projeto estão tentando modificar sua estrutura de substância ativa para transformar em um fármaco. Outras três espécies estudadas apresentaram propriedades antitumorais e antioxidantes, podendo assim levar a produção de medicamentos com dupla ação. Estudos feitos pelo Centro de Medicina Preventiva em São Paulo mostraram que a solução para a artrose – uma das doenças degenerativas crônicas pode vir de uma espécie chamada Pinnus maritimus, uma espécie de pinheiro cuja casca dá origem a um extrato com propriedades antioxidantes. Esta planta é de uma região da França – Bordeaux.

O extrato da Pinnus maritimus inibe a produção dos chamados radicais livres e recupera a ação de substâncias após a sua oxidação ficam depositadas nos tecidos gordurosos, como no caso da vitamina E. O excesso dos radicais livres é a provável causa de degeneração dos tecidos. Além disso, outros estudos estão sendo realizados e avaliados em pacientes com problemas cardiovasculares, entre outros.

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