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Política e Aborto Se Confundem nos EUA

Doze anos depois da Europa, americanos autorizam a venda da pílula RU-486. Mas as eleições americanas podem interferir com a legalização do remédio. RU-486. Duas letras e três números que estão provocando uma enorme polêmica nos Estados Unidos.

Este é o nome da pílula que foi aprovada em setembro pelo FDA, órgão do governo que regulamenta remédios e alimentos nos Estados Unidos. A polêmica mostra que o país continua dividido quando o assunto é direito ao aborto.

Tradicionalmente, os democratas são favoráveis ao direito de mulher de abortar – pro-choice. Os republicanos não permitem o aborto exceto em casos extremos – pro-life.

Por isso é que muitos dizem que a aprovação da venda da RU-486 pode ter vida curta. Caso o candidato republicano George W. Bush vença as eleições presidenciais de novembro, e o partido consiga maioria na câmara e no senado, a decisão pode até ser revogada. Até mesmo o direito do aborto legal poderá ser revisto, já que o novo presidente deve indicar os próximos juízes da Suprema Corte.

Aborto e política

"A aprovação da pílula é uma ótima notícia, mas ela pode não durar muito”, disse Kate Michelman, presidente da Liga Nacional Pró-Aborto ao jornal The New York Times. “Há uma possibilidade real de que os conservadores saiam das eleições controlando todos os três poderes”. Por enquanto, faltando pouco mais de 10 dias para as eleições, os dois candidatos – George W. Bush e Al Gore - estão virtualmente empatados em todas as pesquisas.

Também na política nacional a questão do aborto voltou à tona nestas eleições municipais. Em São Paulo, o candidato Paulo Maluf (PPB) critica Marta Suplicy (PT) por ser favorável ao aborto em casos de estupro ou de defeito do bebê.

A RU-486 pode provocar uma interrupção da gravidez sem a necessidade de cirurgia. A pílula já é vendida em muitos países europeus, inclusive França (desde 1988), Reino Unido e Suécia. A pílula não está disponível no Brasil.

A lei norte-americana diz que a pílula só pode ser usada nos primeiros 49 dias após a última menstruação. Junto com o medicamento, as mulheres vão receber um panfleto alertando para a possibilidade de efeitos colaterais, como sangramento forte, náusea e vômito.

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