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Infecção de Rotavírus Mata Crianças no Acre

A mais comum forma de transmissão é através da ingestão de água e alimentos contaminados.

Pelo menos 15 crianças já morreram neste mês, em Feijó, no estado do Acre, contaminadas pelo rotavírus - um dos principais causadores de diarréia viral e gastroenterite (inflamação simultânea do estômago e dos intestinos) e que atinge na maioria das vezes crianças menores de cinco anos.

O Hospital Municipal de Feijó, o único da cidade, tem atendido diariamente de 30 a 50 crianças que apresentam algum dos sintomas desse vírus - como diarréia, vômito, febre alta, náusea e cólica.

Popularmente explicada como virose, esta infecção tem seu principal fator de gravidade o grau de desidratação que a criança atinge, principalmente devido a grandes perdas de líquidos e sais através da diarréia, vômitos e também pela febre.

Uma pessoa com Rotavírus pode excretar aproximadamente um trilhão de partículas infectantes por milímetro de fezes, tamanha a capacidade deste vírus para infectar. A mais comum forma de transmissão é através da ingestão de água e alimentos contaminados, mas o vírus ainda pode ser passado de pessoa a pessoa por meio da respiração e hoje já se tem comprovação da transmissão de animais para o homem. Uma característica interessante é que esta transmissão não está relacionada com o grau de higiene e muitas vezes as pessoas podem ser portadores sãos deste vírus, passando a disseminá-lo sem o saber.

Comunidades fechadas como creches, escolinhas e berçários são freqüentes alvos para a transmissão deste tipo de diarréia viral, principalmente nos meses de inverno, quando as crianças permanecem mais tempo em conjunto.

Tendo-se em vista que esta virose não parece estar relacionada com aspectos de higiene e saneamento para sua propagação, o único meio de preveni-la é através de vacina.

Esta vacina já está sendo usada nos Estados Unidos, Finlândia e Venezuela. É de administração por via oral, como a vacina de poliomielite, e deve ser aplicada em três doses, de preferência em bebês de 2, 4 e 6 meses de idade, pois o risco de contrair a doença passa a ser maior após os seis meses e com uma maior gravidade em crianças menores de 1 ano. Não é conveniente que seja iniciada a primeira dose após os 6 meses de idade, pois a partir desta faixa etária existe uma maior probabilidade de reações vacinais. Esta vacina é importada dos Estados Unidos sendo de extrema segurança e eficácia.

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