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Estudo Mostra Recuperação Rápida de Fígado de Doador Vivo

SÃO FRANCISCO (Reuters Health) - Adultos que doam parte do fígado para transplante regeneram a porção perdida e recuperam a função normal em duas semanas, segundo as conclusões de um estudo.

Conforme o autor da pesquisa, Mitsuru Nakatsuka do Medical College da Virgínia, da Universidade Commonwealth, em Richmond, a rápida recuperação reforça a segurança do uso de doadores vivos para ajudar a superar a deficiência de fígados.

Aproximadamente 15 mil norte-americanos esperam por transplante de fígado, mas haverá apenas cerca de 5 mil fígados de doadores mortos disponíveis este ano, informou Nakatsuka.

O procedimento para a retirada de um pedaço de fígado de doador vivo para transplante foi desenvolvido há cerca de dois anos. É um procedimento difícil, pois para o fígado do doador responder apropriadamente no receptor, deve ter entre 0,8 por cento a 1 por cento do peso do corpo do receptor, explicou Nakatsuka.

A prática não tem sido amplamente utilizada porque não há estudos norte-americanos comprovando sua segurança.

Segundo Nakatsuka, além do Medical College, apenas outros três dos principais centros médicos dos Estados Unidos realizam o procedimento.

"A coisa mais importante é a segurança dos doadores porque geralmente são muito saudáveis", disse o especialista à Reuters Health. "Queremos ter certeza que ninguém morre e ninguém tem nenhuma complicação e nesta instituição temos verificado isto", informou o pesquisador.

Nakatsuka apresentou os resultados de seu trabalho no encontro anual da American Society of Anesthesiologists (Sociedade Americana de Anestesiologistas).

A equipe de pesquisadores acompanhou 31 doadores e 31 receptores, registrando a duração da permanência no hospital e o andamento da recuperação.

Os doadores não precisaram de tratamento intensivo e deixaram o hospital, em média, em cinco dias com um mínimo de complicações.

Os receptores necessitaram de atendimento na unidade de tratamento intensivo (UTI), mas foram para casa em 14 dias, em média. Dois anos depois, 90 por cento estavam vivos.

Os pesquisadores também observaram a regeneração do fígado dos doadores e receptores.

"Verificamos que em uma ou duas semanas, o fígado voltou ao tamanho normal, não apenas nos doadores mas também nos receptores", disse o especialista.

Conforme Nakatsuka, os pesquisadores verificaram os mesmos resultados rápidos em mais 24 pacientes não incluídos no estudo.

Sinopse preparada por Reuters Health

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