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Grã Bretanha Aprova Testes Genéticos para Seguradoras de Saúde

A decisão do governo causa polêmica. Muitos acreditam que os testes podem ser usados para discriminar pessoas com doenças genéticas.

Na semana passada, o governo britânico autorizou as empresas de seguro médico do país a solicitar testes genéticos para identificar o risco da doença de Huntington em futuros clientes.

O próprio governo admitiu que a decisão é polêmica. “O Ministério da Saúde está preocupado com as implicações que os testes genéticos possam ter sobre os seguros-saúde e os testes de admissão em empresas”, informou um relatório oficial do Ministério.

O medo de que os testes genéticos possam criar uma segunda classe de cidadãos – aqueles com pré-disposição para determinadas doenças – fez com que a Holanda, França e Noruega proibissem as companhias de seguro de exigirem estes testes.

A diretora da Associação Britânica das Seguradoras, Mary Francis, disse que as empresas “não vão exigir os testes como condição para os novos clientes. No caso de um histórico onde familiares tenham tido a doença de Huntington, o indivíduo pode fazer o teste e se o resultado for negativo, ele irá pagar apenas a taxa básica de seguro”.

Em breve as seguradoras britânicas vão pedir ao governo a permissão para testes genéticos que identifiquem o Mal de Alzheimer, distrofia miotônica e tipos raros de câncer.

O neurologista Luiz Augusto Franco de Andrade, do Hospital Albert Einstein em São Paulo, faz outro alerta: "Os testes devem ser usados apenas para tirar a dúvida do diagnóstico em pessoas que apresentam sintomas. É um sofrimento muito grande para alguém saudável saber que tem o gene da doença, já que não há como preveni-la ou curá-la”.

A Doença de Huntington é gradual. Os primeiros sintomas são psicológicos: mudança de humor, depressão, momentos de raiva. Entre os sintomas físicos, destaca-se o tremor das mãos e pés e movimentos descoordenados. Como os sintomas são espaçados, o paciente pode ter a doença por muitos anos antes de ser diagnosticado.

Os médicos sabem que o causa tudo isso é a alteração de uma das substâncias químicas do cérebro, mas não se sabe ainda qual delas é que detona o processo. Com os anos, os sintomas pioram e a pessoa passa a ter quedas freqüentes e dificuldade para andar e falar. Engolir alimentos se torna difícil.

Ainda não se conhece cura para a doença. O paciente muitas vezes morre de pneumonia, já que não consegue tossir para limpar o peito no caso de infecções. A idade mais freqüente para o aparecimento da doença ocorre entre os 30 e 50 anos de idade. Tanto homens quanto mulheres são afetados.

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