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Gene Pode Determinar Benefícios de um Drinque ao Dia

FILADÉLFIA (Reuters Health) - Muitos estudos descobriram que o consumo moderado de álcool -- seja de vinho, cerveja ou destilados -- pode reduzir o risco de doenças cardíacas. Agora, descobertas de um novo estudo sugerem que variações em um certo gene podem dar a alguns consumidores de bebidas alcoólicas uma vantagem sobre os outros.

O gene, conhecido como álcool desidrogenase 3 (ADH3), regula a quebra de etanol, o ingrediente ativo em bebidas alcoólicas.

Pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston, Massachusetts, sugerem que pessoas que possuem uma versão do gene que resulta na quebra lenta de etanol podem ter uma vantagem sobre aquelas com um gene que quebra o álcool rapidamente.

Comparadas a pessoas que metabolizam o álcool rápido, pessoas com metabolismo lento têm um risco de enfarte 30 por cento menor quando consomem um drinque ao dia, de acordo com o estudo apresentado recentemente no encontro da Sociedade Americana de Genética Humana.

As descobertas são do Estudo de Saúde de Médicos, um estudo de médicos em desenvolvimento desde 1982, que pretende analisar os efeitos da aspirina e do betacaroteno sobre enfarte em homens, mas que também avaliou o consumo de álcool.

Dados paralelos do Estudo de Saúde de Enfermeiras levaram a descobertas similares, com exceção do consumo de álcool limiar menor para as 325 mulheres -- metade de um drinque ao dia, em vez de um drinque.

De acordo com Lisa Hines, entre caucasianos, 30 a 40 por cento das pessoas metabolizam o etanol rápido, 15 a 17 por cento metabolizam o álcool devagar e o restante se classifica entre os dois grupos.

Não existe uma maneira, no entanto, de determinar quem metaboliza o álcool devagar ou rápido, a não ser através de teste genético. A condição genética não pode ser determinada pela resposta ao álcool da pessoa ou pela velocidade com que ele fica intoxicada.

Hines alertou que os resultados do estudo são aplicáveis somente a caucasianos. Seus resultados não podem ser aplicados a outros grupos, particularmente asiáticos, que em sua maioria metabolizam o etanol rapidamente.

As descobertas sugerem que o álcool pode ser responsável pelos efeitos saudáveis ao coração do consumo social moderado. Outros pesquisadores sugerem que outros fatores -- como antioxidantes encontrados no vinho tinto -- são responsáveis pelo efeito saudável ao coração. Os novos resultados, no entanto, parecem apontar o etanol como o fator protetor e não antioxidantes ou outros compostos.

"Isso é evidência de que é o etanol, pois este gene metaboliza (somente) etanol", afirmou Hines.

Sinopse preparada por Reuters Health

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