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Papel dos Genes na Saúde é Superestimado, diz Pesquisa

Por Keith Mulvihill

FILADÉLFIA (Reuters Health) - Pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos tentaram obter informações sobre como o público avalia a importância de genes e saúde. Eles descobriram que muitos norte-americanos acreditam, de forma equivocada, que os genes são o fator mais importante da saúde de uma pessoa.

Os CDC apresentaram os resultados da pesquisa durante um encontro da Sociedade Americana de Genética Humana, na Filadélfia.

"Não sabemos tanto sobre as características que determinam como uma pessoa irá reagir à informação genética. Esta é uma maneira de identificar pessoas que acreditam que a genética determina quanto saudável uma pessoa será", afirmou Amanda Brown, principal autora do estudo.

"O público terá à sua frente uma variedade de informação genética...Se as pessoas acreditam que seus genes desempenham o principal papel em sua saúde, elas podem estar não levando tão a sério recomendações sobre estilo de vida -- como se exercitar mais -- como deveriam", explicou Brown.

"Por outro lado, se você diz a pessoas que elas não apresentam uma mutação genética específica, elas podem supor, de maneira errada, que podem se alimentar sem cuidados, beber e fumar sem influenciar sua saúde", disse Brown à Reuters Health.

Brown e sua equipe utilizaram uma pesquisa existente que é distribuída anualmente, chamada Pesquisa de Saúde e Estilos de Vida Americanos.

Em uma das perguntas, os participantes respondiam se os genes determinavam mais sua saúde do que outros fatores, como o ambiente e hábitos do dia-a-dia.

Das quase 3.000 pessoas entrevistadas, um terço concordou que os genes desempenham o papel mais importante na determinação da saúde, um terço discordou e cerca de um terço respondeu que não sabia.

"Pessoas com 45 anos ou mais estavam mais propensas a concordar que os genes são o fator mais importante na determinação da saúde", afirmou a pesquisadora. "A associação mais forte foi entre pessoas com 65 anos ou mais", destacou Brown.

"Sempre que tentarmos interagir com o público sobre testes genéticos específicos, estamos começando a entender quanto diferente nossa mensagem deve ser, dependendo do grupo populacional, como os idosos, para quem estamos tentando nos dirigir", disse Brown.

Ela acrescentou que gerações mais novas podem compreender que "o meio ambiente e a genética desempenham um papel na determinação da saúde".

"A mensagem aqui é que os genes e o meio ambiente combinam-se para influenciar as doenças que podemos desenvolver", explicou Brown. "É uma pena que alguns possam acreditar que os genes são o (fator) mais importante."

Sinopse preparada por Reuters Health

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