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Radioterapia Não Traz Risco em Combate ao Câncer de Mama

Por Chris Cunningham

NOVA YORK (Reuters Health) - A radioterapia é segura e eficaz em mulheres com câncer de mama em estágio inicial, com mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2, de acordo com uma equipe de pesquisadores dos Estados Unidos e Canadá.

A radiação é o tratamento-padrão para pacientes submetidas a cirurgias que preservam a mama e pode impedir a volta do câncer.

Mulheres com mutações nos genes BRCA, porém, têm estado preocupadas de que a radiação possa causar mais danos aos genes.

Os resultados do estudo sugerem que esses receios são infundados. Lori J. Pierce da Escola de Medicina da Universidade de Michigan, Ann Arbor, e colegas informam que a radiação não só é segura como também eficaz para mulheres com as mutações hereditárias BRCA1 e BRCA2.

Em geral, cerca de 5 a 10 por cento de todos os casos de câncer de mama são conseqüência dessas mutações hereditárias.

No estudo, publicado na edição de outubro do Journal of Clinical Oncology, os pesquisadores compararam 71 mulheres com mutações BRCA1 ou BRCA2 a 213 mulheres com câncer de mama sem as mutações.

Todas estavam em estágio inicial da doença e foram submetidas à lumpectomia, cirurgia em que apenas o tumor e o tecido que o envolve são removidos, preservando a mama.

Não houve diferenças entre os dois grupos em relação a efeitos colaterais, sobrevivência ou taxas de reincidência da doença, cinco anos depois do tratamento.

O tratamento com radiação depois da cirurgia ajudou a impedir o reaparecimento do câncer de mama independentemente da presença ou não desses genes.

Muitas mulheres com mutações BRCA optam pela mastectomia radical em vez da lumpectomia por causa dos temores do tratamento com radiação.

"A radioterapia (com lumpectomia) foi comparada à mastectomia em seis testes aleatórios e cada um mostrou taxas de sobrevivência comparáveis independentemente do tratamento realizado", disse Pierce à Reuters Health.

"A terapia conservadora da mama com lumpectomia e radioterapia é preferível à mastectomia porque as taxas de sobrevivência são as mesmas e dão à mulher a oportunidade de manter a mama", disse a pesquisadora.

Embora sejam necessários mais estudos, as descobertas devem ajudar médicos e pacientes a selecionar o tratamento apropriado para o câncer de mama e "garantir" que a radiação é segura e efetiva, concluíram os pesquisadores.

Sinopse preparada por Reuters Health

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