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Dependência de Nicotina é Maior em Mulheres, Brancos e Jovens

NOVA YORK (Reuters Health) - Há anos se sabe que algumas pessoas são mais vulneráveis à dependência da nicotina que outras e os fumantes que tentam parar podem contar como é difícil abandonar o hábito.

Agora, um novo estudo sugere que em geral adolescentes, brancos e mulheres são os grupos mais suscetíveis a ser dependentes da nicotina, mesmo usando quantidade da substância igual ou menor que outros grupos.

"A nicotina pode provocar mais dependências de todas as substâncias", segundo Denise B. Kandel, da Universidade de Colúmbia, em Nova York e seu colega Kevin Chen.

"As taxas de dependência na população em geral são mais altas para nicotina que para álcool, maconha ou cocaína", informaram os pesquisadores na edição de setembro do Nicotine and Tobacco Research (Pesquisa sobre Nicotina e Tabaco).

Os pesquisadores observaram dados de mais de 22 mil pessoas. Os participantes do estudo foram considerados dependentes de nicotina se responderam "sim" a, pelo menos, três das seis perguntas formuladas. Por exemplo, os pesquisadores perguntaram se os participantes tentaram parar de fumar e falharam ou se sua dependência teve consequências negativas no trabalho ou na vida social.

"Não estamos alegando que os indicadores fornecem um diagnóstico definitivo, apenas que identificam indivíduos com alta probabilidade de ser dependentes", escreveram os autores.

Segundo os pesquisadores, as mulheres fumaram menor quantidade de cigarros que os homens, mas tiveram uma taxa mais alta de dependência, especialmente entre 18 e 49 anos de idade. Os dados sugerem que as mulheres são mais sensíveis aos efeitos da nicotina que os homens.

Da mesma forma, pessoas jovens que fumam cigarros em menor quantidade de cigarros que os adultos têm taxas mais altas de dependência. Os brancos também pareceram ser fumantes mais pesados e mais dependentes da nicotina que os negros.

"A atual pesquisa é o primeiro passo na investigação sobre a dependência à nicotina na população em geral", concluíram os pesquisadores.

"Estas diferenças podem ser consequência de diferenças na forma como as pessoas fumam, diferenças biológicas entre os indivíduos e diferenças na percepção dos sintomas e outros processos psicológicos sociais", analisaram os especialistas.

Sinopse preparada por Reuters Health

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