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Artigos de saúde

Pneumonia no Idoso

Neste Artigo:

- Introdução
- Fatores de Risco
- Apresentação da doença
- Tratamento
- Prevenção

Introdução

A pneumonia é uma inflamação dos pulmões causada por agentes infecciosos, como bactérias ou vírus. É uma das principais causas de internação hospitalar, em todo o mundo, sendo que no Brasil ela representa a quarta causa de hospitalização em idosos. Além disso, a pneumonia é uma importante causa de morte nesses indivíduos. Nos EUA, estima-se que ocorram a cada ano aproximadamente 60.000 mortes por pneumonia, em idosos.

Com o aumento da expectativa de vida e envelhecimento da população, o impacto das doenças infecciosas na população vem aumentando, especialmente a pneumonia, já que sua incidência aumenta paralelamente com o avançar da idade. Além disso, devido às características específicas desses pacientes, a doença pode ter um curso mais grave, levando à morte. Assim, a pneumonia do idoso é um tema de grande preocupação em saúde pública, dando origem ao desenvolvimento de várias estratégias que visam a sua prevenção.

Fatores de Risco

São vários os fatores sugeridos como associados à maior ocorrência de pneumonia em idosos. Em primeiro lugar, sabe-se que a própria idade superior a 65 anos aumenta o risco de pneumonia, independente de outros fatores. Outros fatores que se associam ao aumento do risco dessa infecção, em idosos, são:

• Presença de outras doenças associadas, como diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca, asma, entre outras;
• Maior presença de bactérias na cavidade oral, o que chamamos de colonização;
• Ocorrência mais freqüente de aspirações do conteúdo da cavidade oral, ou seja, esse conteúdo, que contém bactérias, acaba sendo levado para os pulmões;
• Defeitos nos mecanismos de defesa dos pulmões contra as infecções;
• Desnutrição;
• Necessidade de hospitalizações freqüentes;
• Moradia em instituições de cuidados ao idoso;
• Postura inadequada e uso de medicamentos para dormir, o que facilita a ocorrência de aspirações;
• Presença, em muitos casos, de sondas gástricas (para alimentação, em indivíduos que na conseguem deglutir normalmente).
• Alcoolismo;

A redução das defesas do organismo faz com que a exposição a microorganismos (bactérias, vírus, fungos) resulte em infecção mais facilmente. Vale lembrar que essa diminuição não se deve apenas à idade avançada, mas também à presença de outras doenças crônicas e ao uso de medicamentos para essas doenças. Além dessas alterações, com o envelhecimento observamos diminuição da força dos músculos que ajudam na respiração e na tosse, que é um mecanismo importante de proteção contra infecções. Nos pulmões, ocorrem mudanças na estrutura que acabam levando a uma menor tolerância aos esforços, fazendo com que o idoso fique a maior parte do tempo sem se exercitar. Todos esses fatores favorecem o acúmulo de secreções no pulmão, que se tornam excelente meio de cultura para o crescimento das bactérias e desenvolvimento da pneumonia.

Apresentação da doença

Um dos aspectos mais importantes relacionados à pneumonia no idoso refere-se aos sintomas que o indivíduo apresenta. Isso porque no idoso o quadro clínico da pneumonia pode ser completamente diferente daquele apresentado pelo jovem. Essa peculiaridade pode dificultar um pouco o diagnóstico da infecção, retardando o início do tratamento.

Em indivíduos jovens, o quadro clássico da pneumonia seria a presença de febre, tosse com catarro e dor no peito associada à tosse e à respiração. Além disso, a radiografia de tórax está alterada na maioria das vezes. Já no idoso, esses sintomas são bem menos freqüentes, e mesmo a radiografia pode mostrar poucas alterações. Nessa faixa etária, é mais comum a presença de prostração, queda do estado geral, redução do apetite, desânimo e mudança do estado mental (ou seja, o paciente pode ficar apenas mais confuso, não falar coisa com coisa). Eles podem também apresentar queda e aumento da freqüência de respirações por minuto. Assim, o quadro pode ser bastante inespecífico, não tendo dados que indiquem especificamente a presença de pneumonia. A febre pode ou não estar presente.

Dessa forma, vemos que o diagnóstico de pneumonia no idoso exige que se tenha um alto nível de suspeita. Todo idoso que apresenta alteração aguda do estado mental (como explicado acima) ou outros sintomas gerais (que não indicam uma doença específica) deve ser pesquisado para a presença de pneumonia. Isso é imprescindível porque no idoso a pneumonia costuma ser mais grave, disseminando-se mais frequentemente a infecção para o sangue, o que está associado a aumento importante da taxa de mortalidade. Por isso, o início do tratamento deve ser o mais rápido possível.

O diagnóstico é sugerido pela presença desses sintomas acima descritos, devendo ser realizados exames de sangue e radiografia de tórax, sabendo-se que podem apresentar alterações não específicas de pneumonia.

Tratamento

O tratamento da pneumonia no idoso pode ser feito em casa ou no hospital, dependendo do quadro clínico. Para essa definição, o médico que atende o paciente avalia os fatores de risco que indicam uma maior gravidade do quadro, principalmente se o paciente apresenta alguma descompensação de outra doença crônica. Em alguns casos é necessária a internação em CTI.

Nos casos de pneumonia por bactérias, está indicado o uso de antibióticos. Esses medicamentos devem ser iniciados o mais precocemente possível, pois essa conduta reduz o risco de morte por pneumonia. A escolha do melhor antibiótico é feita individualmente para cada paciente, dependendo das outras doenças que ele apresenta e da possível bactéria que esteja causando a doença.

Já nos casos de pneumonia por vírus, o tratamento com antibióticos não precisa ser feito. Nesses casos, está indicado o uso de medicamentos que tratem os sintomas, como a febre, a dor, entre outros.

De maneira geral, não está indicado o uso de xaropes contra a tosse, pois como já comentamos, a tosse é um mecanismo protetor dos pulmões.

Prevenção

A prevenção da pneumonia no idoso é um tema de extrema importância em saúde pública. Isso devido à gravidade dessa infecção, nesses pacientes, e à alta mortalidade associada. As principais medidas que auxiliam a reduzir a ocorrência de pneumonia são:

• Vacina contra a gripe: indicada para todos os idosos, anualmente. A gripe é uma infecção virótica que pode predispor o paciente, principalmente o idoso, ao desenvolvimento de pneumonia bacteriana associada. Isso faz com que o quadro fique muito mais grave. Assim, a vacinação dos idosos é muito importante, já que a eficácia da vacina é bem alta.

• Vacina contra o pneumococo: o pneumococo é a bactéria que mais frequentemente causa pneumonia em idosos fora do hospital. A vacina apresenta excelente eficácia e deve ser tomada em uma dose, sendo que alguns pesquisadores recomendam um reforço depois de cinco anos. Parece que essa vacina reduz principalmente os casos de doença mais grave causada por essa bactéria.

• Cuidados gerais: os cuidados gerais são de extrema importância e incluem a realização de boa higiene oral, posicionamento correto no leito (se possível com a cabeceira elevada, especialmente durante as refeições), manutenção de bom estado nutricional, controle adequado das doenças crônicas concomitantes, realização de fisioterapia motora e respiratória (nos casos indicados).

Copyright © Bibliomed, Inc.                                        18 de setembro de 2013



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