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Artigos de saúde

Água e desidratação

Neste artigo:

- Introdução
- Sintomas da desidratação
- Combatendo a desidratação
- Água pode fazer mal?
- Conclusão

A água é uma substância essencial para a vida. Cerca de 70% do corpo humano é constituído por água, e essa substância é fundamental em um sem número de reações químicas que são responsáveis por nos manter vivos. Bactérias, fungos, plantas e animais das mais variadas espécies necessitam de água para sobreviver. Sem a água a vida em nosso planeta seria praticamente impossível. Acredita-se que, há muitos milhões de anos, as primeiras formas de vida tenham surgido em um ambiente rico em água, nos oceanos primitivos da Terra.

Introdução

Uma pessoa normal pode atribuir mais de 70% de seu peso à presença de água no organismo. Essa quantidade é maior em pessoas magras e em jovens, sendo máxima em um bebê recém nascido. Com o passar dos anos, a proporção de água no organismo diminui. Pessoas obesas também possuem um pouco menos de água (proporcionalmente) que pessoas mais magras.

Em um dia de temperatura e umidade normais, nós precisamos ingerir em média cerca de dois litros de água enquanto estamos acordados. Isso equivale a um pouco menos de um copo de 200mL por hora. Em regiões quentes do planeta, como no Brasil, a quantidade necessária é maior, especialmente em épocas do ano em que as temperaturas estão elevadas, como no verão.

A necessidade de beber água constantemente é fácil de entender: isso acontece porque nosso corpo não consegue armazenar muita água em seu interior e grande parte do que é consumido evapora através da pele ou é perdida na respiração, nas fezes e na urina.

Alguns estudos científicos têm conseguido demonstrar que muitas pessoas que vivem em regiões quentes do planeta sofrem de desidratação crônica, sem sequer perceberem. A desidratação ocorre quando o nosso organismo está com menos água do que precisa. Essa quantidade insuficiente de água pode decorrer da ingestão insuficiente ou de perdas excessivas. Essas perdas ocorrem em diversas situações, relacionadas ou não com doenças. Depois de uma corrida, por exemplo, o organismo fica em déficit de água, porque muita dessa substância é perdida no suor e na respiração ofegante. Depois de beber bebidas alcoólicas, também é comum que o corpo perca água, pois o álcool atua em uma região do cérebro que facilita a fabricação de urina.

Algumas doenças podem facilitar a desidratação. É o caso de algumas situações onde o indivíduo apresenta vômitos ou diarréia. Nesses casos, não é incomum a presença de febre, cuja sudorese associada poderia agravar ainda mais o quadro de desidratação.

Sintomas da desidratação

Indivíduos desidratados apresentam um volume de sangue menor que o normal, o que força o coração a aumentar o ritmo de seus batimentos, quadro chamado pelos médicos de taquicardia.

Com menos água, a pele se torna áspera e as mucosas perdem o turgor, ficando com aspecto enrugado e pouco viçoso. Os olhos podem ficar fundos.

Quando a falta de água prejudica o funcionamento dos músculos, pode ocorrer fraqueza e sensação de corpo pesado. Se a falta de água chegar ao cérebro, uma pessoa pode até entrar em coma ou morrer.

Casos graves de desidratação prejudicam o funcionamento dos rins, cuja função é excretar a urina. Quando isso ocorre, o volume urinário pode ficar perigosamente baixo ou simplesmente chegar a zero.

Uma boa dica (mas que não é infalível) para avaliar a hidratação de uma pessoa é observar a cor da urina. Quanto mais concentrada a urina estiver, maiores as chances do organismo estar tentando reter água em seu interior em decorrência da desidratação. Assim, pessoas desidratadas tendem a urinar pequenas quantidades de urina muito concentrada, de tom amarelo escuro e odor forte. Já as pessoas bem hidratadas costumam urinar grandes volumes de urina diluída, quase transparente, e de odor discreto.

Combatendo a desidratação

Para tratar a desidratação, os médicos contam com várias estratégias. Em casos simples, a ingestão de água já é suficiente. Quadros mais graves exigem que seja ingerida água misturada a alguns sais, pois estes também são perdidos junto com a água toda vez que nos desidratamos, além de facilitarem a entrada da água dentro do organismo. Casos ainda mais graves podem fazer com que seja necessário colocar a água, misturada a sais e outras substâncias, diretamente dentro dos vasos sanguíneos. É o que se chama em medicina de hidratação intravenosa.

Como é fácil de imaginar, a melhor forma de combater a desidratação não é tratando dela, mas prevenindo seu aparecimento.

Vão aqui algumas dicas de como evitar esse problema.

Lembre-se de beber água. Muitas pessoas simplesmente passam grandes períodos de tempo sem tomar sequer um gole de água. Isso deve ser evitado. O ideal é que se tome pelo menos um copo de água a cada hora.

Se for praticar atividade física, fique atento à necessidade de tomar ainda mais água. Em casos de pessoas que praticam atividades extenuantes, pode ser também necessário repor sais minerais perdidos junto com o suor. Isso é hoje fácil de ser feito através do consumo das chamadas bebidas isotônicas, muito populares entre atletas.

Em dias quentes, a exposição ao calor faz com percamos mais água que o normal, e por isso é importante também tomar uma dose extra de água.

Observe sua urina. Quando a urina adquire uma tonalidade muito escura, é sinal que o organismo está economizando água, provavelmente por que os estoques estão diminuindo. Beba água até que sua urina adquira uma tonalidade clara, e procure manter sempre essa cor, que é a ideal.

Consuma alimentos ricos em água. Isso mesmo. A comida é também uma fonte importante de água, já que muitos alimentos possuem água em sua composição. As comidas campeãs em conter água são as frutas e as verduras, consumidas in natura (cruas). Além de ajudarem na hidratação, esses alimentos costumam ser menos calóricos que os demais, colaborando para manutenção da boa forma.

Se sentir sede, não hesite: beba um copo de água. A sede é o sinal mais importante de que o organismo está precisando de mais água. Não engane seu corpo: hidrate-se.

Água pode fazer mal?

Ao contrário do que se pensa, água em excesso pode de fato fazer mal à saúde. Muitas pessoas com doenças cardíacas devem restringir o consumo de líquidos a fim de resolverem algumas complicações associadas às suas doenças. Mas apenas deixe de consumir líquidos se essa indicação for feita explicitamente pelo seu médico.

Outro problema que a água em excesso pode trazer ao organismo é um quadro parecido com a intoxicação alcoólica. O excesso de água pode levar a alterações da consciência nas quais a pessoa age como se estivesse embriagada. Esse quadro é chamado em medicina de intoxicação hídrica. Além de raro (é muito difícil alguém consumir voluntariamente uma quantidade tão grande de água), ele costuma acometer especialmente alguns pacientes com certos tipos de doenças psiquiátricas.

Conclusão

Por fim vale lembrar que na maior parte do Brasil existe água de boa qualidade para o consumo, em quantidades que em outros países causariam inveja. Nossa água é fluoretada, o que quer dizer que, além de hidratar, ela também ajuda a prevenir as indesejáveis cáries dentárias.

Por isso, não tenha dúvida: água é saúde! Que tal um belo copo de água agora mesmo?

Copyright © 2013 Bibliomed, Inc.   Publicado em 02 de setembro de 2010   Revisado em 22 de janeiro de 2013



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