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Artigos de saúde

Osteoporose

O tecido ósseo não é um material estático como o cimento. Permanentemente ocorrem processos de destruição e formação de osso novo. Esse balanço, que é positivo durante toda a fase de crescimento, atinge um período de estabilidade e, finalmente, começa a diminuir com a idade.

Numa entrevista realizada ao Dr. Raúl Houssay, reumatologista, Professor Emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires e Ex-Presidente da Associação Argentina de Reumatologia, ficamos sabendo como evitar e o que faz esta doença tão comentada, mas às vezes pouco conhecida, como é o caso da OSTEOPOROSE.

O que faz essa doença?

A Osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa óssea, que produz um aumento da fragilidade. Manifesta-se por fraturas espontâneas, por traumatismo ou por esforços, que geralmente não ocorreriam nas pessoas sadias.

Em que sexo predomina?

Pode acometer ambos os sexos, mas na mulher a manifestação é mais precoce. Isso acontece durante o período da menopausa, pelo declínio dos hormônios ovarianos, podendo ocorrer, em poucos anos, uma redução importante da massa óssea. Algumas mulheres chegam nessa fase com ossos não muito bons, por problemas de alimentação, falta de exercício físico, por problemas digestivos ou, simplesmente, por falhas na absorção.

Poderia dar um exemplo desse último caso?

Nos países com ciclo solar diário curto, a reduzida irradiação da pele diminui a síntese da vitamina D que ali ocorre, e essa vitamina contribui para a absorção e fixação do cálcio nos ossos.

Existe somente um tipo de osteoporose?

Não, existem dois grupos principais. A osteoporose primária abrange dois tipos de pacientes: 1) aquela que acomete mulheres num período de 10 anos posteriores à menopausa, e que pode ser evitada, e 2) a senil, que se manifesta em ambos os sexos, de maneira progressiva, depois dos 65 anos de idade.

No segundo grupo, a osteoporose é secundária às doenças endócrinas (por exemplo, hipertireoidismo, doença de Cushing por hiperfunção supra-renal ou problemas da hipófise, insuficiência ovariana ou menopausa precoce) que afetam o metabolismo fosfo-cálcico ou aos tratamentos crônicos que interferem nesse metabolismo (longos tratamentos com cortisona, tireóides).

Nessas situações, torna-se necessário pesquisar o estado dos ossos para, assim, a protegê-los da osteoporose quando for necessário.

Que prevenção pode ser feita durante a menopausa?

Pode ser realizado tratamento hormonal ou, quando a tolerância não é boa ou existem contra-indicações, podem ser usadas medicações que inibem a reabsorção óssea.

Quais são os fatores que contribuem para formar uma boa massa óssea?

Existem muitos. Dentre eles ter uma alimentação rica em cálcio, que está presente no leite e seus derivados.

O exercício contribui para a formação e manutenção da massa óssea, mas os excessos devem ser evitados, pois, como acontece com os esportistas e as bailarinas de balé, o esforço violento pode produzir alterações hormonais com diminuição da massa óssea, sendo necessário diminuir a sua atividade para voltar à situação normal. Algumas mulheres nunca terão um “bom osso” e elas, na menopausa, serão candidatas a sofrerem osteoporose.

Existe a herança familiar no desenvolvimento da osteoporose?

Em certas famílias evidencia-se uma predisposição. Por isso é importante conhecer os antecedentes de fraturas na mãe, nas tias ou nas irmãs, pois estaria indicando a necessidade de iniciar a prevenção precoce.

Quais são os tratamentos indicados quando a osteoporose é identificada?

Por sorte, atualmente dispomos de grande variedade de medicações para agir sobre o metabolismo ósseo.

A maioria diminui o processo de reabsorção, fazendo que o balanço – que até esse momento era negativo – passe a ser positivo. Outras medicações, como o flúor, contribuem na estimulação da formação do osso. São utilizadas combinações variáveis segundo o estado do paciente e o seu metabolismo fosfo-cálcico, procurando agir sobre o fator mais importante.

Por exemplo, na osteoporose senil, que aparece depois dos 65 - 70 anos em ambos os sexos, predomina a má-absorção do cálcio e a diminuição da formação do osso. A evolução é lenta mas pode ser de tratamento difícil e, necessariamente, prolongado.

Um elemento que deve ser destacado é o importante progresso obtido nos últimos anos nos métodos de detecção e avaliação dessa doença que permite um diagnóstico exato e um acompanhamento apurado.

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