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Artigos de saúde

O que é HIV e AIDS?

© Equipe Editorial Bibliomed


Neste artigo:

- HIV versus AIDS
- Formas de transmissão
- Quais são os sintomas?
- Diagnóstico e tratamento
- Prevenção
- Informações importantes
- Referências

HIV versus AIDS

O vírus da imunodeficiência humana, mais conhecido pela sigla em inglês HIV, é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Ele é agente causador da AIDS, sigla em inglês para a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, uma doença que ataca o sistema imunológico da pessoa.

As células mais afetadas são os linfócitos T CD4+ (glóbulos brancos do sistema imunológico), cujo DNA é alterado pelo HIV. Ao alterar o DNA da T CD4+, o HIV consegue criar cópias de si mesmo, rompendo os linfócitos e buscando novos para repetir o processo.

É importante ressaltar que existe diferença entre ter HIV e ter AIDS. A pessoa infectada pelo HIV, chamada de soropositivas, podem viver anos sem apresentar sintomas ou desenvolver a AIDS. Contudo, mesmo sem apresentar sintomas da doença, ela pode transmitir o vírus através de relações sexuais sem preservativo, contato com sangue contaminado, compartilhamento de seringas, ou durante a gestação e/ou amamentação.

Formas de transmissão

O contágio pelo HIV se dá através do contato com sangue ou fluidos sexuais de uma pessoa soropositiva. As formas mais comuns de contaminação são:

- Sexo (vaginal, oral ou anal) sem camisinha;
- Compartilhamento de seringas;
- Transfusão de sangue contaminado (raríssima, pois o sangue dos bancos de sangue passa por rigorosa análise antes da transfusão, para descartar a contaminação por qualquer tipo de vírus);
- Através da gestação, parto ou amamentação;
- Instrumentos perfurocortantes não esterelizados.

Nos primórdios da doença, as pessoas evitavam qualquer tipo de contato com a pessoa soropositiva ou com objetos que ela possa ter tocado. Contudo, sabe-se que o contato físico não é capaz de transmitir o vírus, bem como o compartilhamento de objetos, carinhos, masturbação a dois, ou mesmo o sexo, desde que se use camisinha.

Quais são os sintomas?

Logo que ocorre a infecção pelo HIV, o sistema imunológico começa a ser atacado. Essa fase é chamada de infecção aguda e pode durar entre três e seis semanas. Os sintomas são parecidos com o de uma gripe, incluindo febre e mal-estar. Por isso, muitos casos passam despercebidos. O organismo leva de 30 a 60 dias para começar a produção de anti-HIV, o anticorpo que vai tentar combater o vírus.

Após essa primeira fase, começa no organismo uma interação entre o anti-HIV e o HIV, que sofre mutações muito rápidas. Contudo, o organismo ainda não está fraco o suficiente para permitir que novas doenças surjam. Esse período, conhecido como assintomático, pode durar anos. Em muitos casos, a pessoa assintomática não sabe que tem a doença.

Com o passar do tempo, caso a pessoa não tome os medicamentos para controle da doença, as células de defesa começam a se tornarem menos eficientes e passam a serem destruídas pelo HIV, deixando o organismo cada vez mais fraco e vulnerável. Neste momento, a pessoa desenvolve a AIDS, síndrome que deixa a imunidade bem baixa. O primeiro sintoma é a redução significativa de T CD4+, seguido de febre, diarreia persistente, suores noturnos e emagrecimento rápido. Como a imunidade está comprometida, doenças oportunistas aparecem, como hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do HIV é feito através do exame anti-HIV, que analisa o sangue e o fluido oral. Testes laboratoriais e testes rápidos estão disponíveis no Brasil, e podem detectar os anticorpos contra o HIV em aproximadamente 30 minutos. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o exame sem custos na rede pública e nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). O exame pode ser feito de forma anônima nos CTAs. O exame é feito com base na identificação do anticorpo anti-HIV, por isso, só se pode detectar o vírus 30 dias após a infecção.

O tratamento é feito com medicamentos antirretrovirais (ARV), que ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. No Brasil, esses medicamentos são distribuídos gratuitamente pelo SUS.

Pessoas que tiveram contato com sangue ou fluidos contaminados pelo HIV podem recorrer à Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP), que é um tratamento antirretroviral (TARV) que consiste na ingestão de um comprimido diário, por 28 dias, cujo objetivo é evitar a sobrevivência e a multiplicação do vírus. Contudo, para que seja efetivo, o tratamento deve ser iniciado em até 72 horas após a exposição.

Pessoas soropositivas que seguem corretamente o tratamento podem viver normalmente por muitos anos, evitando complicações e melhorando a qualidade de vida.

Prevenção

A prevenção do HIV é evitar o contato com fluidos e sangue contaminado. O uso da camisinha é fundamental, bem como a esterilização de materiais perfurocortantes. Não se deve compartilhar seringas, e, em casos de contato com material contaminado, é fundamental buscar os centros de saúde e iniciar o PEP. Gestantes com HIV devem seguir corretamente as orientações médicas para evitar a transmissão do vírus para o feto durante a gestação, no parto ou na amamentação.

Informações importantes

Direitos da pessoa sorpositiva

Centros de Testagem e Aconselhamento

Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação atual do HIV e da AIDS no mundo

Referências

Bibliomed
Ministério da Saúde
Unaids

Copyright © 2017 Bibliomed, Inc.                       30 de novembro de 2017



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