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Artigos de saúde

Eritromicina Associada a Doença do Estômago em Recém-Nascidos

Peritos do CDC (Centro de Controle de Doenças) dos EUA, órgão que faz o trabalho de vigilância epidemiológica naquele país, relatam aumento de casos de estenose hipertrófica do piloro em recém- nascidos tratados com eritromicina.

Faz parte do protocolo tratar recém-nascidos e crianças com eritromicina, quando as mesmas foram expostas a alto risco de algumas doenças bacterianas, entre elas a coqueluche. Em 157 recém-nascidos que foram tratados com o antibiótico citado por terem sido expostos à coqueluche, sete desenvolveram estenose hipertrófica do piloro ao longo dos próximos sete meses. Todas as crianças usaram o antibiótico com menos de 3 semanas de vida.

A estenose hipertrófica do piloro é uma doença em que a parte final do estômago está parcial ou totalmente obstruída por hipertrofia dos músculos que a controlam. Por conseguinte, a criança apresenta vômitos todas as vezes em que se alimenta, os movimentos intestinais estão aumentados e ela fica muito agitada, pois a condição origina muitas cólicas.

Apesar de haver evidências de que a eritromicina pode ter sido a causa da doença nestas crianças, a Dra. Margaret Honein, epidemiologista do CDC, enfatiza que este antibiótico é o mais indicado nesta situações de exposição à bactéria da coqueluche, e que a profilaxia da coqueluche deve ser agressiva, pelos riscos que a doença traz.

A eritromicina vem sendo prescrita também para tratamento de refluxo gastro-esofágico (uma condição em que, por imaturidade dos músculos do estômago, a criança apresenta refluxo de alimentos pelo esôfago, principalmente quando está deitada) em bebês, uma vez que parece que a mesma estimula a musculatura do estômago. "Eu penso que o uso de eritromicina para infecções que podem apresentar risco de vida ainda é seguro, mas eu acho necessário mais cautela com relação ao seu uso como estimulante da musculatura", disse o Dr. Robert Ward, professor de Pediatria da Universidade de Utah.

Além disto, esta situação mostra mais uma vez a necessidade de estudos clínicos sobre uso de medicamentos em bebês e crianças, e o conhecimento dos riscos que existem em qualquer tratamento medicamentoso.

Fonte: AMNews Jan. 17, 2000

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