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Anticoagulante Oral Ajuda a Prevenir Derrames Cerebrais em Idosos

O tratamento com medicamentos capazes de diminuir a formação de trombos (coágulos no sangue) pode prevenir a ocorrência de derrames cerebrais (acidentes vasculares cerebrais) e a isquemia cerebral transitória, em pacientes selecionados portadores de fibrilação atrial sem lesões nas válvulas cardíacas.

Um novo estudo, publicado na semana passada na revista Stroke, mostra que nunca se é velho demais para se beneficiar do uso de medicamentos anticoagulantes, que são geralmente prescritos para pacientes mais jovens.

O anticoagulante oral warfarin pode ajudar pessoas idosas, portadoras de arritmia cardíaca (batimentos cardíacos irregulares), ao protegê-las da informação de um coágulo intracardíaco e da concorrência de derrame cerebral.

De um modo geral, os médicos têm receio de usar este medicamento em pessoas idosas, com mais de 80 anos, pelo risco de ocorrer uma hemorragia interna. Mas, neste novo estudo, pesquisadores da Washington University em St. Louis, liderados pelo Dr. B F Gage, dizem que estas pessoas idosas não deveriam deixar de receber o warfarin devido à sua idade.

Foram três os objetivos do Dr.Gage e de seus colaboradores neste trabalho: documentar uso do warfarin e da aspirina em pacientes beneficiários do sistema Medicare do estado de Missouri (597 pacientes), portadores de fibrilação atrial crônica sem comprometimento valvular; identificar os fatores associados com o baixo uso do warfarin e da aspirina nesta população; e determinar a associação entre a prescrição de warfarin e de aspirina na alta hospitalar e problemas adversos que tenham ocorrido nesta população idosa.

Para realizar este estudo, os autores levantaram dados em todos os hospitais do estado de Missouri de 1993 até 1996. Nos resultados obtidos, observou-se que os pacientes em uso do warfarin apresentavam uma redução de 24% na morte e hospitalização precoce causados por um derrame cerebral, se comparado a uma redução de 5% para aqueles pacientes que fizeram uso do antiagregante plaquetário aspirina. Foi observado que aqueles pacientes mais idosos, os do sexo feminino, ou que viviam em áreas rurais, foram menos considerados para a prescrição de warfarin.

Os autores concluíram que o tratamento com warfarin pode ser expandido para pacientes mais idosos, um grupo que quase sempre era excluído deste tipo de medicação.

O papel da terapêutica antiplaquetária nesta população merece um estudo mais aprofundado, segundo os autores, pois muitos dos pacientes idosos apresentam contra-indicações relativas para o uso do warfarin.

Fonte: Stroke 2000 Apr;31(4):822-827

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