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24 de setembro de 2026 (Bibliomed). A hipertensão arterial é um conhecido fator de risco para doenças cardiovasculares e demência. Entretanto, um estudo sugere que essa relação pode ser diferente entre idosos com fragilidade física, condição caracterizada por perda de força, lentidão, cansaço, baixa atividade física e emagrecimento involuntário.
A pesquisa acompanhou 6.135 pessoas, com idade média de 75 anos, durante aproximadamente nove anos. Entre os participantes frágeis ou pré-frágeis, 30% desenvolveram demência, em comparação com 16% daqueles considerados robustos.
Curiosamente, nos idosos com fragilidade, a pressão arterial elevada esteve associada a risco 32% menor de demência em comparação com níveis considerados normais. Entre os idosos robustos, porém, a hipertensão esteve relacionada a um risco 39% maior.
Os resultados não significam que a pressão alta proteja contra demência ou que medicamentos devam ser suspensos. Em pessoas frágeis, uma pressão mais baixa pode refletir doenças, perda de peso, insuficiência circulatória ou alterações que já acompanham o declínio cognitivo.
O estudo reforça que as metas de pressão arterial em idosos devem ser individualizadas, considerando fragilidade, quedas, sintomas, doenças associadas e capacidade funcional.
Fonte: Neurology. DOI: 10.1212/WNL.0000000000218127.
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