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Insegurança econômica aumenta fragilidade na terceira idade

15 de julho de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Strathclyde e da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, sugere que idosos que enfrentam instabilidade financeira, moradia precária e pobreza energética correm maior risco de declínio físico e mental mais rápido à medida que envelhecem.

O estudo envolveu mais de 15.000 pessoas na Inglaterra e descobriu que viver em circunstâncias sociais ou financeiras precárias é um fator preditivo chave para a fragilidade na terceira idade. Os pesquisadores analisaram informações sobre finanças, emprego, pensões, habitação, prestação de cuidados e relacionamentos de indivíduos, coletadas ao longo de um período de 14 anos como parte do Estudo Longitudinal Inglês sobre Envelhecimento.

Eles utilizaram esses dados para desenvolver um Índice de Precariedade na Terceira Idade, a fim de avaliar os riscos sociais que podem levar à fragilidade em idosos. A equipe então combinou esses dados com informações sobre a saúde cognitiva e física de cada adulto, sua capacidade de realizar atividades cotidianas, doenças crônicas e saúde psicológica e geral para medir sua fragilidade ao longo do tempo.

Os resultados sugerem que pessoas que vivem em condições de vulnerabilidade social correm maior risco de desenvolver fragilidade, em alguns casos décadas antes, do que aquelas com circunstâncias mais estáveis, e podem acumular níveis mais elevados de fragilidade à medida que envelhecem.

Além da baixa renda e do patrimônio limitado, fatores como morar de aluguel na terceira idade, insegurança alimentar, pobreza energética, falta de moradia e má qualidade da habitação foram identificados como tendo impactos substanciais no risco de fragilidade. Isso se manteve mesmo após considerar uma série de fatores, incluindo idade, sexo e situação financeira geral. Em relação ao estado civil, ser viúvo(a) ou morar sozinho(a) foi associado a pequenos aumentos no risco de fragilidade, enquanto ser divorciado(a) não apresentou efeito significativo.

Embora o estudo não possa provar que as desigualdades sociais causam fragilidade diretamente, ele fornece evidências robustas de que a exposição a múltiplas formas de precariedade social provavelmente contribui para a fragilidade na terceira idade.

Fonte: Ageing and Society. DOI: 10.1017/S0144686X26100543.

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